Polícia Penal de SP rebate alegações sobre água em presídio e contesta defesa de Deolane Bezerra
A Polícia Penal do Estado de São Paulo (PPESP) se manifestou oficialmente sobre os questionamentos levantados pela defesa da influenciadora Deolane Bezerra a respeito da qualidade da água na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista. Os advogados da detenta solicitaram laudos ambientais como parte de uma estratégia para obter uma acomodação especial ou a progressão para prisão domiciliar, alegando condições inadequadas na unidade.
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No entanto, a PPESP, em nota divulgada, afirmou que a água consumida por detentas e funcionários passa por análises laboratoriais regulares. Segundo o órgão, o laudo de potabilidade mais recente, emitido em dezembro do ano passado, confirma que a água atende aos padrões exigidos pela legislação vigente. A corporação também negou a existência de qualquer registro de problemas de saúde associados ao consumo da água fornecida pela unidade prisional.
Conforme divulgado pelo Notícias da TV, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) também contestou o pedido da defesa de Deolane Bezerra. Em relatório, o órgão informou não ter encontrado irregularidades na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, incluindo falhas na assistência médica, alimentação, higiene, abastecimento de água, segurança ou a presença de animais peçonhentos.
Defesa alega condições precárias e problemas de saúde
A defesa de Deolane Bezerra reiterou alegações anteriores sobre as condições da cela onde a influenciadora está detida. Os advogados mencionaram ventilação inadequada, forte odor de tinta e barulho excessivo causado por outras detentas. Argumentaram também que Deolane sofre de síndrome do pânico, buscando reforçar o pedido de prisão domiciliar.
Relatos anteriores da família de Deolane
As alegações da defesa ecoam relatos feitos anteriormente pela irmã de Deolane, Daniele Bezerra. Na época, Daniele mencionou crises de pânico da influenciadora, recusa de parte da alimentação por desconfiança de higiene e até mesmo uma suposta infestação de escorpiões na cela.
Deolane Bezerra presa desde maio
Deolane Bezerra está presa preventivamente desde maio, após ser alvo da Operação Vêrnix. Ela se tornou ré pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro em uma investigação que apura uma suposta ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital). A influenciadora nega qualquer envolvimento com a facção e sustenta que os movimentos financeiros investigados se referem a honorários advocatícios de sua atuação profissional.
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