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10/07/2026 07:01
Mulher indiciada por enviar cachorro morto a vereadora no RS; motivação é protesto
A matéria destaca polícia Civil indicia mulher por envio de cachorro morto a vereadora em Novo Hamburgo A Polícia Civil do Rio Grande do Sul indiciou uma mulher de 64 anos por enviar o corpo de um cachorro morto para a vereadora Deza Guerreiro (PP), de Novo Hamburgo.
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Polícia Civil indicia mulher por envio de cachorro morto a vereadora em Novo Hamburgo

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul indiciou uma mulher de 64 anos por enviar o corpo de um cachorro morto para a vereadora Deza Guerreiro (PP), de Novo Hamburgo. O incidente ocorreu na última segunda-feira (6), quando a parlamentar, conhecida por sua atuação em defesa dos animais, recebeu uma caixa em seu gabinete contendo o animal falecido e um bilhete irônico.

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A investigação apontou que a suspeita responderá pelos crimes de injúria real, maus-tratos aos animais na forma de omissão, além de descarte e transporte irregulares de carcaça. O delegado Rafael Sauthier informou que o crime de ameaça foi descartado, e o envio da caixa foi interpretado como um protesto contra órgãos públicos, e não uma tentativa de intimidação física à vereadora, conforme divulgado pela imprensa.

A autoria foi confirmada após a mulher prestar depoimento e confessar o envio da encomenda. Registros de um serviço de transporte por aplicativo também auxiliaram na comprovação de sua participação. A suspeita não foi presa.

Crime ganhou repercussão nacional

O caso ganhou destaque nacional após a vereadora Deza Guerreiro compartilhar em suas redes sociais o momento em que abriu a caixa, acreditando inicialmente tratar-se de um presente. Ao encontrar o cachorro morto enrolado em uma sacola plástica e um bilhete com a mensagem “Com carinho para proteger os animais”, a parlamentar acionou as autoridades.

Vereadora classificou o ato como terrorismo

Deza Guerreiro registrou um boletim de ocorrência e classificou o episódio como um ato de “terrorismo”. A vereadora também fez questão de esclarecer que o motorista de aplicativo responsável pela entrega não tinha envolvimento com o crime, o que foi posteriormente confirmado pela investigação policial.

Suspeita se apresentou espontaneamente

A suspeita se apresentou espontaneamente à polícia e admitiu ter enviado o animal. Na ocasião, o delegado Rafael Sauthier declarou que a motivação seria mantida em sigilo até a conclusão do inquérito, mas posteriormente a investigação concluiu que o ato foi uma forma de protesto.

A investigação utilizou depoimentos e registros de serviços de transporte para confirmar a participação da mulher, que não chegou a ser presa.

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