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21/07/2026 23:32
Gabriela Loran relata caso de transfobia em shopping e propõe solução educativa
A matéria destaca gabriela Loran denuncia transfobia e propõe conscientização em vez de punição A atriz Gabriela Loran compartilhou em recente entrevista um episódio de transfobia que vivenciou em um shopping, antes de alcançar reconhecimento nacional.
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Gabriela Loran denuncia transfobia e propõe conscientização em vez de punição

A atriz Gabriela Loran compartilhou em recente entrevista um episódio de transfobia que vivenciou em um shopping, antes de alcançar reconhecimento nacional. Durante sua participação no programa “Sem Censura”, ela relatou a abordagem preconceituosa que sofreu enquanto utilizava o banheiro feminino.

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O incidente ocorreu enquanto Gabriela trabalhava no local. Uma funcionária a abordou pedindo que deixasse o banheiro feminino, sugerindo que procurasse o segurança. Ao questionar o motivo, o segurança proferiu uma fala transfóbica, dizendo que ela poderia “assustar as pessoas”.

Diante da situação, a atriz decidiu não confrontar o segurança diretamente, compreendendo que a questão era maior e envolvia a falta de preparo do indivíduo. Ela formalizou uma reclamação junto à administração do shopping por e-mail. Conforme apurado pela reportagem, a resposta do estabelecimento incluiu uma oferta de jantar e a comunicação de que o segurança seria demitido.

Ação educativa como solução

Gabriela Loran, no entanto, recusou a oferta de demissão do funcionário. Ela argumentou que a demissão não resolveria o problema, pois o indivíduo poderia replicar o mesmo comportamento em outro local de trabalho. Em vez disso, a atriz propôs uma solução mais construtiva: a realização de uma palestra de diversidade para todos os funcionários do shopping.

“Eu falei: ‘Não, você não vai demiti-lo’. Porque o problema não está nele. Você vai demiti-lo, ele vai entrar em outro emprego e vai replicar a mesma coisa. O que eu quero é uma palestra de diversidade para os funcionários”, justificou sua decisão.

Preconceito no audiovisual

A atriz também revelou que o preconceito não se restringe a situações cotidianas, mas também ocorre dentro do próprio mercado audiovisual. Ela relatou ter sido questionada de forma desrespeitosa sobre sua identidade de gênero ao ser convidada para trabalhos, com pedidos para que falasse e andasse “como trans”, além de receber roteiros com piadas inadequadas.

Gabriela Loran ressaltou a importância de continuar discutindo sua identidade de gênero para educar as pessoas, mesmo que não seja uma necessidade pessoal. “Por mais que a gente não precise [falar que é trans], às vezes, a gente tem que falar para letrar essas pessoas”, ponderou.

Representatividade e privilégios

A artista destacou “Três Graças” como uma experiência positiva, onde pôde participar da construção de sua personagem, Viviane. Ela atribuiu o sucesso ao fato de ter sido ouvida por pessoas em posições de poder. “A Viviane só foi um sucesso porque eu tive escuta, pessoas que estavam em lugares de poder me ouviram e se abriram a mim”, afirmou.

Para finalizar, Gabriela Loran enfatizou a necessidade de que contratantes utilizem seus privilégios para abrir portas para pessoas trans no mercado de trabalho. “Se eu consegui esse espaço, foi porque pessoas abriram portas para mim”, concluiu.

Assista ao programa na íntegra:

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