Turista holandês morre em acidente nas Cataratas do Iguaçu; família aponta falhas de segurança
A morte do turista holandês Mark Lessink, de 25 anos, após o tombamento de uma embarcação no Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, trouxe à tona relatos emocionantes da família e questionamentos sobre os protocolos de segurança. Em depoimentos à Polícia Civil, o sogro e o concunhado de Mark descreveram o momento do acidente e a dificuldade de sobrevivência na água, conforme divulgado pelo Fantástico.
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Segundo os relatos, o barco virou rapidamente após ser atingido por uma onda forte. Os sobreviventes afirmaram não ter recebido instruções adequadas sobre como usar os coletes salva-vidas ou sobre os procedimentos em caso de capotamento. A falta de orientações claras teria contribuído para a tragédia, que vitimou o jovem, noivo de uma das passageiras.
A família também destacou que os coletes utilizados não eram eficazes para manter as pessoas na superfície da água devido às fortes correntes do rio. A investigação policial busca apurar a responsabilidade da empresa Macuco Safari, responsável pelo passeio, e se houve falhas nos protocolos de segurança adotados.
O momento do acidente e a luta pela sobrevivência
O sogro de Mark Lessink contou que uma onda gigantesca atingiu o barco pela lateral, fazendo com que ele virasse em poucos segundos. Todos os passageiros acabaram debaixo da embarcação virada e lutaram para sair. Após conseguirem escapar, enfrentaram dificuldades para flutuar, pois os coletes, que possuíam apenas uma fita na cintura, subiam e não ofereciam a sustentação necessária.
O delegado Carlos Eduardo Pezzette Loro confirmou que as correntes do rio dificultaram a permanência dos turistas na superfície, e os coletes não foram suficientes para mantê-los à tona. O concunhado de Mark relatou que, após se libertarem, ele e Mark tentaram resgatar os outros passageiros. Ele conseguiu salvar a noiva de Mark e a sogra, mas não viu mais o holandês.
Última fala e homenagens ao turista
A família informou que a última fala de Mark Lessink foi um grito para que socorressem sua noiva, após ele ter conseguido salvar a cunhada. Karen Charlotte, outra passageira, reforçou a falta de orientações sobre como agir em caso de queda na água, como deitar de costas. A empresa Macuco Safari, por sua vez, alega que os turistas receberam briefings de segurança em diferentes etapas do passeio.
Mark Lessink era jogador de polo aquático em sua faculdade e estava prestes a se casar em setembro. No domingo, antes da reabertura do passeio, ele foi homenageado com flores no rio e uma missa. O corpo do jovem foi levado para o Hospital Municipal de Foz do Iguaçu, e o laudo confirmou afogamento como causa da morte. A família retornou a São Paulo para os trâmites de translado do corpo para a Holanda.
Investigação apura falhas nos protocolos de segurança
A Marinha informou que a embarcação, a tripulação e os coletes estavam em conformidade com as normas vigentes. A Polícia Civil, embora não tenha encontrado indícios de falha dos pilotos, investiga a existência de deficiências nos protocolos de segurança da Macuco Safari e a possível responsabilidade dos gestores da operação.
Em resposta, a Macuco Safari afirmou ter revisado suas normas de segurança com os funcionários e que, segundo as certificações, nada precisa ser alterado. A empresa contesta o relato da família, garantindo que orientações de segurança foram fornecidas em diversos momentos, incluindo um briefing específico sobre o barco antes do início do passeio.
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