Márcia Goldschmidt detalha saída traumática do SBT e se diz humilhada
A apresentadora Márcia Goldschmidt, que marcou época no SBT nos anos 90 com programas de grande audiência, revelou os bastidores de sua saída da emissora em entrevista ao “Programa Flávio Ricco”, da LeoDias TV. Segundo ela, o motivo principal foi uma profunda sensação de humilhação por ter sido afastada do ar, mesmo sendo um trunfo de audiência para o canal de Silvio Santos.
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Márcia relatou que, após um período sem programa, procurou Silvio Santos para pedir a rescisão de seu contrato. “Eu estava humilhada. Eu estava sem programa, eu estava na geladeira”, declarou a apresentadora, que se recusou a aceitar o que considerava uma “esmola” em vez do salário pelo seu trabalho. A emissora, por sua vez, argumentava que não costumava rescindir contratos.
A gota d’água para Márcia ocorreu durante o Teleton de 2000, quando, apesar de ainda contratada, não foi escalada para participar da maratona beneficente. A situação a levou a considerar uma coletiva de imprensa para expor o caso. Conforme informação divulgada pela LeoDias TV, a apresentadora recebeu uma proposta para assumir o programa “Mulheres”, da Gazeta, no dia seguinte à sua participação no Teleton, o que acelerou sua decisão de deixar o SBT.
Proposta da Gazeta e a promessa de Silvio Santos
Ao ser convidada pela Gazeta para apresentar o “Mulheres” logo após o Teleton, Márcia Goldschmidt, mesmo com contrato vigente no SBT, não hesitou. Ela buscou Silvio Santos para formalizar sua saída, e uma nota escrita pelo próprio Silvio em um bilhete, confirmando a promessa de liberá-la caso recebesse uma proposta de outra emissora, selou sua rescisão. “Ele devolveu pra ela escrito assim: ‘É verdade’. Aí eu assinei o contrato e entrei no ar”, relembrou a apresentadora.
Sucesso na Band e planos para o futuro
Após a saída do SBT, Márcia Goldschmidt comandou o “Mulheres” na Gazeta e, posteriormente, teve uma longa e bem-sucedida passagem pela Band, onde permaneceu por mais de seis anos, consolidando sua carreira com índices históricos de audiência. Sobre um possível retorno à televisão, a apresentadora não descarta, mas prefere formatos mais flexíveis.
Márcia expressou preferência por projetos em streaming ou temporadas, argumentando que o modelo tradicional da TV aberta se tornou engessado e pouco adaptado ao ritmo de vida atual. “Eu não acredito mais na ditadura do relógio. Eu acho que o problema da televisão, além do grande problema da crise de talentos, de criatividade… a televisão não se adequa mais ao mundo atual”, pontuou.
O trauma da invasão ao vivo
Durante a entrevista, Márcia Goldschmidt também relembrou o episódio chocante de 2004, quando um homem armado invadiu seu programa “Jogo da Vida” e a manteve refém ao vivo. Ela descreveu como conseguiu manter o autocontrole durante a transmissão, mas que o desespero e o trauma vieram após o fim da situação.
A apresentadora explicou que o invasor, que havia tido um pedido para participar de um quadro recusado por envolver uma disputa judicial, agiu por raiva. Márcia detalhou que, mesmo após o homem pedir perdão anos depois, ela não conseguiu perdoá-lo. “Vou ser hipócrita? Não, segue a sua vida, mas o meu perdão você não vai ter”, afirmou, ressaltando a gravidade de atos criminosos.
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