Laudo do IML sobre criança em caso Marco Furlan é divulgado; defesa se pronuncia
Novos desdobramentos surgiram no caso envolvendo o ator Marco Furlan, preso em flagrante sob acusação de estupro de vulnerável contra uma criança de 5 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Um laudo divulgado nesta segunda-feira (10) pelo Instituto Médico Legal (IML) indica que não há evidências de lesões corporais na vítima e que o exame não apresentou “elementos” de práticas de ato libidinoso. A defesa da família da criança, no entanto, afirma que as provas da materialidade são incontestáveis. As informações são do portal Metrópoles.
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O laudo médico-legista, datado de 4 de agosto, dois dias após o ocorrido, analisou a região anal da criança em busca de “lesões de interesse médico legal”. O documento também informa que o IML aguarda resultados de exames complementares, como a pesquisa de espermatozoides. A avaliação foi realizada em 4 de agosto, dois dias após o incidente.
A advogada Maria Fernanda Mituo, que representa a família da criança, declarou ao Metrópoles que, apesar do laudo inicial, as “provas da materialidade são incontestáveis”. Ela explicou que a criança, por ser neurodivergente, ainda não apresentou sinais de trauma ou crises relacionadas ao ocorrido, como se “não entendesse o que aconteceu”. A mãe da criança, segundo a advogada, ficou em estado de choque e não tem relação com Furlan. A festa familiar contava com cerca de 10 pessoas, incluindo outras crianças.
Relembre o caso e a prisão em flagrante
O flagrante ocorreu na madrugada de 2 de agosto, em uma chácara em Pindamonhangaba (SP), durante uma festa de aniversário. A mãe da criança relatou ter ouvido gritos vindos de um quarto e, ao chegar ao local com uma amiga, encontrou Marco Furlan nu sobre a cama ao lado do menino, que também estava sem roupas e chorava.
Segundo o boletim de ocorrência, a criança gemia de dor e segurava a região das nádegas. A mãe ordenou que o ator deixasse o quarto imediatamente. A amiga que a acompanhava relatou à polícia ter visto Furlan sem as calças e segurando a cueca do menino, enquanto a criança dizia “Para… tá doendo”.
Versão do acusado e prisão preventiva
Marco Furlan negou o abuso no momento do flagra, recusando-se a sair do quarto e alegando que “jamais faria aquilo” e que estava apenas “passando pelo local”. A decisão de prendê-lo em flagrante foi reforçada pelo fato de ter sido visto segurando a cueca da criança, somada aos relatos da mãe, da testemunha e das circunstâncias no quarto.
Na última quinta-feira (6), a prisão em flagrante de Furlan foi convertida em prisão preventiva. Ele permanecerá detido enquanto a Polícia Civil investiga o caso. Durante a audiência de custódia, Furlan exerceu o direito de permanecer em silêncio, mas reagiu quando a promotora descreveu o crime como “estupro de vulnerável” e de “extrema gravidade”.
Em seu primeiro depoimento, o ator alegou ter passado mal e confundido a criança com sua namorada. Posteriormente, acompanhado por advogados, disse ter ingerido bebida alcoólica na festa e não se lembrar dos fatos. Caso condenado, Marco Furlan poderá pegar até 40 anos de prisão, considerando a idade da vítima, sua vulnerabilidade e as lesões que poderiam ser apontadas pela perícia.
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