Peking Duk celebra a chegada de ‘Paradise’, álbum de estreia aguardado por mais de uma década.
A vida é uma festa quando se vive no paraíso, e essa é a filosofia de Peking Duk, a aclamada dupla eletrônica australiana formada por Adam Hyde e Reuben Styles. Após mais de dez anos de sucesso com singles contagiantes, eles finalmente abriram as portas para ‘Paradise’, seu tão esperado álbum de estreia, lançado nesta sexta-feira (14).
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O álbum, que levou três anos para ser concebido, é um verdadeiro oásis sonoro, reunindo um time estelar de colaboradores. Nomes como Killer Mike, Rico Nasty, Phantogram e o cantor e compositor australiano Matt Corby emprestam seus talentos a ‘Paradise’, enriquecendo a experiência auditiva.
Conforme divulgado pela Billboard, a jornada até ‘Paradise’ foi marcada por uma busca por autenticidade e diversão. A dupla, que recentemente mudou de gravadora para a Virgin Music, sentiu uma renovada liberdade criativa, permitindo que explorassem novas sonoridades e processos sem a pressão de expectativas externas.
Uma Aventura Sonora Começa com Jack Thompson
A introdução de ‘Paradise’ é marcada por uma voz familiar e icônica: a do lendário ator e ativista australiano Jack Thompson. Sua participação no início da faixa que leva seu nome, ‘Jack Thompson’, adiciona um toque nostálgico e autêntico, remetendo à cena rave dos anos 90 com o uso do clássico sintetizador Roland TB-303.
Hyde relembra com bom humor o encontro inesperado com Thompson em sua adolescência, na cozinha de sua mãe. Essa conexão inesperada se tornou um dos pilares criativos do álbum, simbolizando a fusão de influências e a celebração da cultura australiana que permeia ‘Paradise’.
Liberdade Criativa e Projetos Paralelos
Adam Hyde e Reuben Styles não ficaram parados enquanto ‘Paradise’ tomava forma. Hyde, em seu alter-ego Kelli Holiday, conquistou um ARIA Award e lançou um álbum de sucesso. Styles, por sua vez, explorou o espírito country outlaw em seu projeto solo Y.O.G.A..
O retorno ao Peking Duk, segundo Hyde, trouxe uma sensação de reencontro com a juventude e a espontaneidade. “A gente se sente como crianças de novo, sabe? Sem saber exatamente o que estamos fazendo, sem expectativa ou pressão”, confessou a Billboard.
Um Novo Começo Pós-Pandemia
A produção de ‘Paradise’ ganhou força com o retorno à nova normalidade após a pandemia. A mudança para a Virgin Music representou um “reset” para a dupla, que vinha lançando singles há 16 anos sem nunca ter se aventurado em um álbum completo. A nova parceria garante a eles o controle criativo, tornando o processo mais leve e divertido.
A diversão é uma marca registrada de Peking Duk. Em 2024, eles protagonizaram um momento viral ao liderar um rave em um estacionamento de uma loja de materiais de construção na Austrália. Anteriormente, haviam colaborado com a rede de fast-food KFC para criar um item de menu especial, o Peking Cluck Burger.
O Legado de Canberra e a Evolução Artística
A dupla se conheceu em um skate park em sua cidade natal, Canberra, uma cidade que tem revelado talentos musicais notáveis. Hyde descreve a cidade como um verdadeiro paraíso, onde todas as memórias fundamentais foram formadas. Essa nostalgia e apreço pela origem se refletem na energia de ‘Paradise’.
O primeiro grande sucesso de Peking Duk veio em 2014 com o single ‘High’, que alcançou o top 10 da ARIA Chart e ganhou um prêmio de melhor lançamento dance. Colaborações subsequentes com SAFIA e Elliphant consolidaram ainda mais sua reputação na cena eletrônica.
Uma Competição Saudável na Criação do Álbum
No estúdio, Hyde e Styles adotaram uma abordagem competitiva, comparando o processo a um jogo de videogame. “Era como um videogame, tipo Mario Kart. Quem vai ganhar?”, descreveu Hyde. Essa dinâmica, segundo ele, impulsionou o crescimento individual e coletivo da dupla.
Styles compara a criação do álbum a moldar uma bola de massa, onde cada um contribui com uma parte: “Você faz o nariz dele. Eu faço os olhos, e aí vamos trabalhar no chapéu”. Essa colaboração resultou em uma coleção alegre e vibrante, com toques de soul e a atmosfera única de festas que varam a madrugada.
Hyde conclui com a essência do projeto: “Sabíamos que tudo o que realmente nos importava era fazer um álbum incrível. Houve algumas distrações emocionantes ao longo do caminho, mas nada foi mais emocionante do que ser idiotas no estúdio, mexendo com 303s e nos perdendo na música”.
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