Carrie Ann Inaba se abre sobre surto da Doença de Sjögren que a afastou do “DWTS” pela primeira vez em 20 anos.
Carrie Ann Inaba, conhecida por seu papel como jurada no “Dancing With the Stars” (DWTS), compartilhou detalhes sobre um momento difícil em que precisou se afastar do programa devido a um surto da Doença de Sjögren. A experiência marcou a primeira vez em duas décadas que ela não pôde comparecer a uma noite de competição.
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A jurada, de 58 anos, revelou em entrevista exclusiva que, embora geralmente consiga lidar com os sintomas, na última temporada, um surto severo a impediu de estar presente. “Geralmente, eu consigo seguir em frente, mas na temporada passada, sim, na primeira semana, eu estava passando por um surto, e não pude comparecer à primeira noite de competição pela primeira vez em 20 anos”, contou Carrie Ann.
A situação causou grande abalo na estrela, que se sentiu “de coração partido” por não estar ao lado dos colegas juízes. Ela admitiu o medo de que aquele pudesse ser o fim de sua participação no show, que ela acompanha desde a estreia em junho de 2005.
O medo e a incerteza diante da doença autoimune
Carrie Ann Inaba descreveu o sentimento de apreensão ao pensar em sua carreira e na possibilidade de não conseguir continuar. “Acho que muitas pessoas que lidam com algo como a Doença de Sjögren e estão lutando contra doenças crônicas passam por esses momentos em que você se pergunta se consegue continuar, se consegue manter seu emprego”, disse ela.
A jurada explicou que o Sjögren é uma doença autoimune que faz com que o corpo ataque seus próprios tecidos. Os sintomas podem incluir fadiga crônica, dores musculares e articulares, pele, olhos e boca secos, além de erupções cutâneas, névoa cerebral e dores de cabeça.
Para Carrie Ann, o diagnóstico formal só veio em 2013, após cerca de uma década de incertezas. Ela se sentiu “muito sozinha” e “quase como se estivesse enlouquecendo” durante esse período.
A importância de falar sobre “doenças invisíveis”
A parceria de Carrie Ann com a Novartis para a campanha “Sjôut for Sjögren’s” visa aumentar a conscientização sobre essa “doença invisível”. Ela ressalta a mudança na classificação da condição, de “síndrome” para “doença”, como um passo importante.
“O que é útil nisso é que agora podemos falar sobre isso e as pessoas levam mais a sério. Não apenas seus médicos levam mais a sério, mas as companhias de seguros levam mais a sério e seus empregadores levam mais a sério”, explicou.
Ela elogiou a forma como a ABC, emissora do “DWTS”, lidou com sua ausência, permitindo que ela ficasse em casa. “Eu fiquei pensando, ‘Uau, isso vai ajudar tantas pessoas’. Porque as pessoas que vivem com a Doença de Sjögren saberão que podem falar abertamente”, afirmou.
Esperança e apoio para quem vive com Sjögren
Carrie Ann vê sua experiência como uma oportunidade de mostrar como oferecer apoio a quem enfrenta essa doença desafiadora. “É assim que você mostra que está presente para as pessoas que têm uma doença muito real, muito séria e muito desafiadora”, enfatizou.
Ela acredita que, de certa forma, o momento difícil se tornou um “presente”, pois abriu portas para conversas importantes e para a busca de mais compreensão e tratamento para a Doença de Sjögren.
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