Jingle antigo com acusações contra Osmarzinho volta a circular e gera polêmica
Um jingle político com sérias acusações contra o ex-prefeito de Cocal dos Alves, no Piauí, Osmar Vieira, apelidado de Osmarzinho, viralizou na internet no último domingo (23). A música, que repete o apelido ao listar supostas infrações atribuídas a ele e sua família, é uma composição de uma década atrás que ganhou nova repercussão no início da corrida eleitoral de 2026.
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A canção foi originalmente produzida durante a disputa pela prefeitura da cidade em 2016, quando Osmar enfrentava Ivan. Na época, a música era veiculada em carros de som, conhecidos como “paredões”, pelas ruas de Cocal dos Alves. Apesar das acusações, Osmar venceu a eleição daquele ano e foi reeleito em 2020.
Apesar de Osmarzinho não ser candidato este ano, sua família mantém forte presença política no município. Seu sobrinho, Wodson Vieira, é o atual prefeito, eleito em 2024, e seu irmão, Rubens Vieira, concorre à reeleição como deputado estadual. Conforme informações divulgadas, a veracidade das acusações na música não foi comprovada.
Letra do jingle levanta acusações sérias
Com uma mistura de forró e axé, o jingle utiliza um formato de pergunta e resposta para imputar crimes ao político e seus parentes. A letra questiona quem teria roubado R$ 19 milhões da educação, quem responde a oito processos, incluindo um por morte, e quem pegou dinheiro emprestado com um tio sem pagar, atribuindo todas as ações a Osmarzinho.
Origem e impacto da música em eleições passadas
Uma fonte que participou da campanha de Osmar em 2016 descreveu o período como “traumático”, mas reconheceu que a música se tornou “chiclete” com o tempo. Naquela eleição, a oposição precisou circular com respostas em carros de som para desmentir as informações, que foram consideradas “mentirosas e caluniosas”. Houve um episódio em que um carro de som foi obrigado a rodar com o volume máximo após uma determinação judicial.
A fonte também comentou as acusações, explicando que o envolvimento de Osmar em um acidente com vítima fatal quando jovem foi acidental e que ele prestou socorro. As demais alegações, como dívidas com o tio e roubo ao próprio pai, foram classificadas como “fofoca de político” sem fundamento.
Justiça determina remoção do conteúdo viral
Diante da nova onda de compartilhamentos, Osmarzinho e seus advogados entraram com uma ação judicial e obtiveram uma decisão favorável. A juíza Elvanice Pereira de Sousa Frota Gomes, da 4ª Vara Cível da Comarca de Teresina, determinou que as plataformas Meta (Facebook e Instagram) e Bytedance Brasil (TikTok) tornem os conteúdos com o jingle indisponíveis em até 24 horas após a intimação.
A magistrada também proibiu a reutilização do áudio, sob pena de multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento. A Meta informou que não comentará o caso. A decisão visa conter a disseminação das acusações em meio ao atual cenário político.
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