Pink se manifesta sobre polêmica com Macklemore e defende seu povo
A cantora Pink se pronunciou após ser alvo de críticas por compartilhar uma publicação que condenava a apresentação de Macklemore, que demonstrou apoio à Palestina durante a turnê de Ed Sheeran. De família judaica, a artista repostou um conteúdo da conta StopAntisemitism, o que gerou forte repercussão negativa nas redes sociais.
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Em um longo texto publicado no Instagram, Pink explicou que sua reação não foi contra a frase “Palestina Livre” ou o direito de Macklemore de expressá-la, mas sim contra a alegação do rapper de que suas falas não tinham relação com o povo judeu. Ela enfatizou que ninguém tem o direito de decidir por ela ou por outros judeus o que eles devem sentir ou pensar.
A artista admitiu ter se sentido magoada com a onda de ódio e ataques antissemitas que recebeu. “Um repost não é uma declaração, e um meme não é coragem. As redes sociais tornam todos nós superficiais e precipitados”, escreveu. Ela reforçou suas origens judaicas e reiterou sua posição de que o Hamas é uma organização terrorista, condenando a morte de inocentes, especialmente crianças, de ambos os lados do conflito. Conforme informação divulgada pela artista.
Origens judaicas e posição sobre o conflito
Nascida judia, Pink afirmou que nunca escondeu sua origem e que se sentiu desrespeitada por pessoas que decidiram por ela no que acredita, sem a consultar. Ela deixou claro que não fala em nome de Israel ou de qualquer governo, mas mantém sua convicção de que o Hamas é uma organização terrorista, posição que expressou em outubro de 2023.
A cantora destacou seu trabalho como embaixadora da UNICEF e seu compromisso com a proteção de vidas inocentes. Ela ressaltou que não falaria sobre a complexidade da guerra em legendas de redes sociais nem repetiria slogans para ganhar seguidores. Pink enfatizou a importância de respeitar a humanidade e as aspirações dos palestinos, priorizando a proteção de vidas inocentes.
Críticas passadas a Macklemore e defesa de convicções
Pink revelou que sua reação à apresentação de Macklemore foi motivada por atitudes passadas do rapper. Ela relembrou um episódio em 2014, no Grammy, quando Macklemore se apresentou com uma fantasia considerada antissemita, com nariz adunco e barba postiça, que ele chamou de “fantasia aleatória”.
“Todos os judeus que conheço sabiam exatamente o que aquilo era”, declarou Pink. Ela mencionou que, apesar do pedido de desculpas de Macklemore na época, o incidente a fez reagir à sua mais recente declaração no show. “Você não tem o direito de decidir isso por nós”, disparou a cantora, referindo-se à fala de Macklemore sobre a apresentação não ter relação com o povo judeu.
Defesa de causas impopulares e busca por diálogo
A artista listou diversas vezes em que defendeu causas impopulares ao longo de sua carreira, como a música “Dear Mr. President” durante a Guerra do Iraque, o apoio à comunidade LGBTQIA+ e a distribuição de livros proibidos. “Defendi as pessoas próximas a outras pessoas durante toda a minha carreira e sei exatamente o que isso custa”, afirmou.
Pink declarou que agora está defendendo seu próprio povo e que percebeu uma mudança no país, com termos como “sionista” sendo usados como insultos. Ela enfatizou que não quer que seus filhos aceitem ser retratados como vilões ou permaneçam em silêncio diante de ataques. A cantora pediu que as pessoas não precisem concordar com ela, mas que reconheçam o medo de famílias judias em eventos públicos.
Mensagem de fim de ano eAño Nuevo judaico
Finalizando sua mensagem, Pink desejou um feliz Ano Novo judaico (Rosh Hashaná) e mencionou o 25º aniversário do 11 de setembro. Ela reafirmou seu compromisso em se manifestar com suas próprias palavras e que está disponível para quem quiser saber sua opinião genuína. “Para aqueles que estão com medo nesta semana, sejam judeus, muçulmanos, palestinos, israelenses ou simplesmente cansados de tudo isso: eu vejo vocês”, concluiu.
Posicionamento de Macklemore
Diante da polêmica, Macklemore também se pronunciou, afirmando que criticar o governo de Israel e defender os palestinos não representa um ataque ao povo judeu. Ele reiterou que sua mensagem é de paz, dignidade e igualdade, e que desejar que todos os humanos sejam tratados com igualdade nunca deveria ser controverso.
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