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29/09/2026 10:01
Formanda é indenizada após música escolhida não tocar em sua entrada na formatura
A matéria destaca formanda de SC ganha R$ 6 mil após música de Katy Perry não tocar na sua entrada Uma estudante de 19 anos do Instituto Federal Catarinense (IFC), em São Bento do Sul, no Norte de Santa Catarina, conquistou na Justiça uma indenização de R$ 6 mil por danos morais.
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Formanda de SC ganha R$ 6 mil após música de Katy Perry não tocar na sua entrada

Uma estudante de 19 anos do Instituto Federal Catarinense (IFC), em São Bento do Sul, no Norte de Santa Catarina, conquistou na Justiça uma indenização de R$ 6 mil por danos morais. O motivo foi a falha na organização da sua formatura, que não reproduziu a música escolhida por ela para marcar sua entrada na cerimônia: “I Kissed a Girl”, de Katy Perry. A decisão foi divulgada em 22 de setembro pelo Juizado Especial Cível, Criminal e da Fazenda Pública do município.

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A empresa responsável pela organização do evento, realizado em dezembro de 2025, foi responsabilizada pela falha. A jovem, que integrava a comissão de formatura, já havia notado problemas com a execução de outras músicas antes de sua entrada, mas a sua escolha pessoal foi deixada de lado. A decisão judicial considerou a importância do momento para a estudante e sua família. Conforme informações divulgadas pelo portal g1.

Vídeos anexados ao processo mostram Isabel Alves sendo chamada para entrar, mas permanecendo parada no corredor devido à ausência da trilha sonora selecionada. O nome da formanda foi anunciado três vezes sem que a música tocasse, gerando um constrangimento público. A organizadora ainda não se pronunciou sobre o caso.

A importância da música para a formanda

Isabel Alves explicou que a escolha de “I Kissed a Girl” tinha um significado especial, representando sua identidade e orgulho de ser quem é. Ela expressou o desejo de que a música refletisse sua personalidade, algo que seus conhecidos entendem. A estudante ressaltou que nunca teve vergonha de falar sobre sua identidade e que a canção era uma tradução de sua essência.

Repetidas tentativas e frustração

Na primeira chamada, nenhum áudio foi reproduzido, levando a um “silêncio mórbido”. Isabel recusou-se a entrar, afirmando que só o faria quando sua música tocasse. Uma funcionária pediu que ela saísse momentaneamente da fila para verificar o problema. Após ser orientada a se preparar novamente, a situação se repetiu na segunda e terceira chamadas, com a música continuando sem tocar.

Entrada sem a música e descontentamento familiar

Diante da insistência em não entrar sem sua trilha sonora, Isabel foi informada que perderia a oportunidade de participar da entrada oficial. Relatou ainda que o apresentador teria adotado um tom irônico em uma das chamadas. Sem a execução de “I Kissed a Girl”, ela acabou entrando na cerimônia ao som de “Um Sujeito de Sorte”, música de outra colega, sem que seu nome fosse anunciado novamente. A jovem lamentou o ocorrido, que afetou um momento aguardado por ela e sua família, e expressou a tristeza dos pais por não verem a filha ser anunciada com a música escolhida.

Decisão judicial e responsabilidade da organizadora

A empresa argumentou que a execução de músicas individuais era uma cortesia e não parte do contrato, além de sugerir falhas no arquivo enviado pela estudante. No entanto, o juiz considerou que a organizadora, ao criar um sistema para receber as canções, assumiu a responsabilidade pela sua execução. A decisão destacou que a atividade, mesmo sendo cortesia, integrava a relação de consumo e deveria atender a padrões de qualidade. O magistrado ressaltou a falta de provas da empresa sobre falhas no arquivo e a necessidade de testes prévios das músicas. O juiz entendeu que o caso ultrapassou o mero descumprimento contratual, considerando a exposição da estudante e o transtorno causado.

Isabel manifestou felicidade pela vitória, mas tristeza pelo acontecido e pela decepção de seus pais.

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