Diretor Alejandro G. Iñárritu defende “Digger” e seu desempenho
Alejandro G. Iñárritu, diretor de “Digger”, filme estrelado por Tom Cruise, comentou a recepção crítica e o desempenho nas bilheterias do longa. Em entrevista ao The New York Times, o cineasta admitiu que a produção “não é perfeita”, mas ressaltou que prefere a polarização de opiniões a uma reação morna do público e da crítica. O filme estreou com baixa arrecadação, levantando preocupações sobre um possível prejuízo financeiro.
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Apesar das avaliações mistas em plataformas como Rotten Tomatoes e Metacritic, e de ter arrecadado apenas US$ 8 milhões em seu fim de semana de estreia nos Estados Unidos, “Digger” representa a menor abertura nacional para Tom Cruise desde “Leões e Cordeiros”, em 2007. As projeções indicam um possível prejuízo de até US$ 200 milhões para a Warner Bros. Pictures.
Iñárritu, no entanto, não se mostra abalado com a recepção. “Prefiro isso a uma recepção morna. O filme não é perfeito. Gosto de assumir riscos”, declarou. Ele revelou que a ideia para “Digger” surgiu após “O Regresso” e que o projeto esteve em desenvolvimento desde 2017, tendo sido cancelado e retomado por três vezes. “Perdi três anos da minha vida”, desabafou.
O papel do cinema e a proposta de “Digger”
O diretor também abordou a questão da compreensão da proposta do filme pelo público. “Eu acho que é, sem dúvidas, um filme incomum. É um filme provocativo”, explicou. Para Iñárritu, o papel do cinema é justamente iniciar conversas e apresentar novas formas de narrar. “Meu gosto pessoal recai sobre filmes que tentam me dizer algo de uma maneira diferente”, pontuou.
Ele reconhece que há espectadores que buscam mais certezas nas narrativas. “Há pessoas que buscam mais certezas na narrativa, e tudo bem também. Um filme não é como um sorvete. Então, sim, para ser sincero, nós já esperávamos por isso”, confessou.
Sinopse e mensagem do filme
“Digger” acompanha Digger Rockwell (Cruise), um magnata tido como “o homem mais poderoso do mundo”, dono de uma empresa responsável por um desastre ambiental global. A trama segue sua missão para reparar os danos causados e provar ser o “salvador da humanidade”.
Um filme de desastre sobre a humanidade
Iñárritu vê “Digger” como um reflexo da sociedade contemporânea. “Este filme é um filme de desastre, mas o desastre somos nós”, afirmou. Ele ressaltou a beleza do planeta e a complexidade do equilíbrio ecológico, expressando a esperança de que o filme incentive a reflexão sobre a realidade compartilhada. “Se pudermos nos reunir na mesma sala, na mesma realidade, e entender em que ponto da narrativa nos encontramos, acho que isso traz esperança”, concluiu.
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