Flávio Bolsonaro altera carta após brasão com grafia antiga de ‘Brazil’ e autoproclamação gerarem críticas
Uma carta divulgada por aliados de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos, na qual o senador se autodeclarava “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”, gerou repercussão nesta quarta-feira (28). O documento circulou inicialmente com um brasão que continha a grafia “Brazil”, com Z, uma forma histórica e não oficializada do nome do país atualmente. Após a polêmica, a publicação foi apagada e substituída por uma nova versão.
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A primeira versão da carta apresentava Flávio Bolsonaro se dirigindo ao público e à comunidade internacional como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”, apesar de ter sido derrotado nas eleições presidenciais. A grafia “Brazil” no brasão, que remete à inscrição “Estados Unidos do Brazil” de 15 de novembro de 1889, foi o detalhe que mais chamou atenção nas redes sociais. A grafia “Brasil”, com S, foi oficializada em 1931.
A carta foi divulgada por comentaristas políticos e ex-policiais ligados à família Bolsonaro nos EUA. O conteúdo original foi removido e uma nova versão foi compartilhada, onde Flávio Bolsonaro passou a se definir como “líder do Brasil”, em vez de “verdadeiro presidente eleito”. As acusações de fraude eleitoral e as críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) foram mantidas no texto revisado, sem apresentação de provas.
Acusações sem provas e planos para oposição
Na carta, Flávio Bolsonaro contesta o resultado das eleições presidenciais, alegando irregularidades sem apresentar evidências. Ele também acusa membros do Judiciário de perseguição política e anuncia sua intenção de liderar a oposição brasileira a partir dos Estados Unidos. O senador agradeceu o apoio de Donald Trump e Javier Milei.
Viagem aos EUA e situação judicial
Flávio Bolsonaro deixou o Brasil pela fronteira com a Argentina e viajou para os Estados Unidos em um jatinho particular. Sua saída do país ocorreu apesar de uma decisão judicial que o proibia de deixar o território nacional e determinava a entrega de seus passaportes. O senador é alvo de três inquéritos no STF relacionados a suspeitas de irregularidades em financiamento de filme, lavagem de dinheiro e possível calúnia contra o presidente Lula.
Mudanças na carta e na autodefinição
A alteração na autodefinição de “verdadeiro presidente eleito” para “líder do Brasil” e a correção na grafia do brasão indicam uma tentativa de amenizar a repercussão negativa da primeira versão da carta. No entanto, as alegações de fraude eleitoral e as críticas às instituições permanecem no conteúdo divulgado.
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