Repórter da Record é agredido durante cobertura de feminicídio em São Paulo
O repórter Guilherme Gonçalves, da TV Record, foi agredido fisicamente por uma mulher enquanto realizava a cobertura de um caso de feminicídio na cidade de Rifaina, no interior de São Paulo. O incidente ocorreu durante a apuração dos fatos relacionados à morte de Priscila Lacerda Custodio, de 24 anos, e foi exibido no programa Cidade Alerta. O caso gerou forte reação do apresentador Reinaldo Gottino, que defendeu o trabalho jornalístico.
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A equipe de reportagem estava na estrada para cobrir o caso de João Roberto Bolelli, 62, pecuarista suspeito de assassinar a ex-companheira. Durante a gravação, uma mulher, identificada como familiar do suspeito, aproximou-se e exigiu a interrupção das filmagens, alegando que estavam em propriedade particular, o que o repórter negou, afirmando que a gravação ocorria em via pública.
A mulher insistiu na interrupção e partiu para a agressão física contra o jornalista. Em meio à discussão, a agressora fez declarações ofensivas sobre a vítima, referindo-se a ela de forma pejorativa. O repórter tentou fazê-la repetir os comentários, mas a situação não progrediu. O apresentador Reinaldo Gottino criticou a atitude da mulher e a tentativa de justificar a agressão.
Agressão e comentários ofensivos
A mulher que agrediu o repórter alegou que a área pertencia à sua tia e que não autorizava a gravação. Mesmo com a explicação de Guilherme Gonçalves de que estavam em uma estrada pública, a agressora insistiu em interromper o trabalho e partiu para o ataque físico. Durante o incidente, ela proferiu comentários ofensivos sobre Priscila Lacerda Custodio, chamando-a de “vagabunda”.
Reinaldo Gottino defende repórter e critica agressora
Ao comentar o ocorrido no Cidade Alerta, Reinaldo Gottino demonstrou indignação com a agressão sofrida pelo repórter. Ele ressaltou que o homem investigado era suspeito de feminicídio e que, mesmo após sua morte, não deveria ser tratado como vítima. Gottino contestou a alegação de invasão de propriedade, reforçando que a equipe estava em local público.
Entenda o caso de feminicídio
O caso envolve a morte de Priscila Lacerda Custodio, de 24 anos, que teria sido assassinada a tiros por seu ex-companheiro, João Roberto Bolelli, 62. O crime ocorreu em 27 de outubro, na beira da Rodovia Cândido Portinari. Priscila estaria devolvendo pertences ao ex-companheiro quando foi alvejada. O corpo de Bolelli foi encontrado em sua fazenda, e as circunstâncias de sua morte ainda são investigadas pelas autoridades.
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