Marco Furlan: Justiça decide sobre prisão e defesa rebate versão policial
A defesa do ator Marco Furlan solicitou à Justiça a revogação de sua prisão. Furlan foi indiciado pela Polícia Civil por estupro de vulnerável contra um menino autista de 5 anos, em Pindamonhangaba, interior de São Paulo. A advogada Graciele Queiroz afirmou ao portal Metrópoles que o artista é inocente e criticou o andamento das investigações, que levaram à transferência de Furlan para a Penitenciária de Pinheiros, na capital paulista. No local, o ator teve o cabelo raspado e foi alojado com outros quatro detentos.
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Graciele Queiroz informou que o pedido de revogação de prisão já foi protocolado e aguarda manifestação do Ministério Público, para então ser decidido pelo juiz. A advogada também pretende pedir a reabertura do inquérito policial. Ela questionou o risco que Furlan representaria, considerando que ele reside a mais de 130 quilômetros da chácara onde ocorreu a prisão, realizada pela Polícia Militar. O caso aconteceu em 2 de agosto, e a prisão foi mantida em audiência de custódia no dia seguinte.
Em declarações ao g1, a defesa reforçou a inocência de Furlan e apontou a celeridade com que o inquérito foi concluído, em apenas cinco dias. Segundo a advogada, diversas pessoas presentes na festa, estimada em cerca de 100 convidados, e 22 pessoas dentro da residência, não foram ouvidas. Ela ressaltou a ausência de diligências consideradas relevantes pela defesa, como a coleta de lençóis da cama e a oitiva de todos os presentes, elementos que poderiam confirmar ou afastar a narrativa apresentada pela acusação.
Advogada contesta boletim de ocorrência
O boletim de ocorrência registrado pelos policiais militares que efetuaram a prisão aponta que Marco Furlan teria declarado ter passado mal e entrado acidentalmente no quarto da criança, confundindo-a com sua namorada. A advogada Graciele Queiroz refutou veementemente essa versão. Ela afirmou que seu cliente nunca disse ter se enganado ou confundido a aniversariante com a criança, e que essa narrativa não corresponde ao que foi declarado por ele.
De acordo com a defesa, Furlan e a aniversariante estavam em ato sexual quando ele passou mal e foi ao banheiro vomitar. Ao retornar, teria entrado no quarto errado e sido empurrado da cama pela mãe da criança no escuro. A advogada expressou preocupação com a rapidez com que uma investigação de tamanha gravidade foi encerrada, sem o aprofundamento de diligências que poderiam esclarecer integralmente os fatos. A defesa reiterou o respeito às instituições e a todos os envolvidos, mas sustenta a inocência de Marco Furlan.
Versão da defesa da criança
Em nota divulgada nas redes sociais e posteriormente excluída, a advogada da família da criança informou que o relatório final da investigação incluiu depoimentos da mãe da vítima, de testemunhas e dos policiais. Segundo ela, os relatos convergiram com a dinâmica e as circunstâncias do ocorrido. A defesa da criança destacou que o menino foi encontrado despido, chorando e com queixas de dor, fatos que também foram reconhecidos por testemunhas no local.
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