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07/09/2026 12:04
Geese, Pulp e CMAT brilham nas celebrações de 20 anos do End of The Road: os 7 melhores momentos do festival
A matéria destaca end of The Road celebra 20 anos com momentos icônicos e consagração da cena independente O End of The Road festival, realizado na fronteira entre Dorset e Wiltshire, no sudoeste da Inglaterra, celebrou seu 20º aniversário neste último fim de semana (3 a 6 de...
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End of The Road celebra 20 anos com momentos icônicos e consagração da cena independente

O End of The Road festival, realizado na fronteira entre Dorset e Wiltshire, no sudoeste da Inglaterra, celebrou seu 20º aniversário neste último fim de semana (3 a 6 de setembro). O evento, que se consolidou como um farol de originalidade no cenário de festivais do Reino Unido desde sua primeira edição em 2006, provou mais uma vez que o setor independente dita tendências para eventos de grande porte.

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Com uma programação que vai além da música, incluindo comédia, cinema e literatura, e instalações de arte vibrantes, o festival oferece uma experiência completa. Seu line-up diversificado, que mescla lendas como Pulp e Super Furry Animals com nomes em ascensão como Geese e Little Grandad, reafirma a força da música indie.

A atmosfera amigável e a curadoria cuidadosa de palcos e atrações encantam o público fiel, que retorna ano após ano. Conforme divulgado pela fonte, estes foram os sete melhores momentos musicais da edição de 2026 do End of The Road.

Geese: o salto para o estrelato

A banda de rock de Nova York, Geese, fez uma performance de abertura memorável na noite de quinta-feira (3 de setembro), sendo um dos primeiros shows como atração principal em um festival europeu. As canções de seus aclamados álbuns, “Getting Killed” e “3D Country”, ganharam arranjos mais potentes e envolventes ao vivo. A energia de Cameron Winter nos vocais, a guitarra de Emily Green e a bateria de Max Bassin foram destacadas, com “Au Pays du Cocaine” proporcionando um dos primeiros momentos de canto em coro do festival.

Adult DVD e a conquista do público

O grupo indie-eletrônico Adult DVD, liderado por Harry Hanson, demonstrou sua aptidão para sets de festival na sexta-feira (4 de setembro), no palco Big Top. Cada música construiu intensidade com ganchos cativantes, como em “Dogs In the Sun”, que evocou a energia de Kasabian e fez a multidão cantar junto a linha de sintetizador.

Surpresas e descobertas no festival

O End of The Road é conhecido por suas apresentações secretas. O Piano Stage recebeu shows intimistas de Rostam Batmanglij e Hayden Thorpe, enquanto The Folly trouxe surpresas como Angine de Poitrine e Brother Wallace. A descoberta lúdica se estendeu ao Effing Forest, com instalações de arte, oficinas de poesia e atividades para todas as idades, incentivando a curiosidade dos participantes.

Mac DeMarco: o retorno do rei do chill

Quase uma década após sua última apresentação principal em 2017, Mac DeMarco retornou ao festival com sua aura de “indie’s chillest dude”. Agora sóbrio há mais de cinco anos, ele manteve o clima relaxado de seu estúdio em casa. Músicas do álbum “Guitar” (2025) foram apresentadas com arranjos mais completos, e clássicos como “Holy” e “Rock and Roll” se harmonizaram com favoritas de “Salad Days” (2014). O show culminou com um cover inesperado de “Human Nature” de Michael Jackson.

Madra Salach: justificado o hype

A banda irlandesa de trad-folk Madra Salach dominou o sábado (5 de setembro) com três sets lotados. Sua apresentação no Garden Stage, em particular, solidificou o hype em torno do grupo. Apesar de ter apenas um EP, “It’s a Hell of An Age” (2026), eles venderam muitas camisetas, superados apenas por Pulp. A intensidade, o anseio e a escuridão de sua música original, como “The Man Who Seeks Pleasure”, deixaram a plateia em silêncio. Covers de The Pogues e Neutral Milk Hotel também foram marcantes, impulsionados pelos vocais apaixonados e o humor de Paul Banks.

Pulp: um mergulho em raridades

Rumores indicavam que este poderia ser um dos últimos shows do Pulp. A apresentação de sábado (5 de setembro) foi a última de uma série de 18 meses de turnê do álbum “More”. Jarvis Cocker confirmou que não seria o show final, mas a incerteza sobre o futuro adicionou um tom especial. A banda presenteou o público com B-sides e raridades, incluindo “Deep Fried in Kelvin” (1994) e “The Mark of the Devil” (1986), tocada pela primeira vez em 34 anos. Embora o início tenha sido mais introspectivo, clássicos de “Different Class” (1995) como “Razzmatazz”, “Common People” e “Something Changed” conquistaram a plateia.

CMAT: um adeus emocionante

A cantora country-pop irlandesa CMAT marcou o encerramento do festival no domingo à noite, anunciando que seria seu último show no Reino Unido por cerca de dois anos. A artista, que tem sido presença constante no circuito de festivais, elevou-se ao status de headliner. Seu set foi um final adequado para um festival que ela descreve como apresentando “a única música que ouço todos os anos”. Sua performance, que incluiu sucessos como “Take a Sexy Picture of Me” e “The Jamie Oliver Petrol Station”, e um tributo emocionante a Dolly Parton com “Jolene”, demonstrou seu crescimento e consolidou sua presença na cena musical.

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