Pink aborda críticas por repost sobre fala de Macklemore a favor da Palestina, afirmando que “estar em pé pelas minhas pessoas” a assustou.
A cantora Pink está se manifestando após receber críticas pela sua reação aos comentários de Macklemore em defesa da Palestina durante shows de Ed Sheeran. O rapper americano fez declarações pró-Palestina nos palcos, o que gerou controvérsia e a resposta da artista pop.
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A polêmica começou quando Pink compartilhou em suas redes sociais um post da organização StopAntisemitism criticando Macklemore e pedindo sua remoção da turnê de Ed Sheeran. Dias depois, a artista decidiu explicar o motivo de sua postagem e suas preocupações com as ações do rapper.
“Um repost não é uma declaração, e um meme não é uma espinha dorsal. As redes sociais nos tornam baratos e rápidos, e todos nós sabemos disso”, escreveu Pink em seu Instagram, em um comunicado que se estendeu por três partes, incluindo comentários posteriores. A cantora, que é judia, sentiu que muitas pessoas tiraram conclusões sobre suas crenças sem conhecê-las.
A cantora judia esclarece sua posição
Pink, que nasceu judia, declarou que nunca falou em nome de Israel ou de qualquer governo. Ela reiterou sua crença de que o Hamas é uma organização terrorista e que os palestinos merecem um futuro digno. “Proteger a vida inocente vem em primeiro lugar, em todos os lugares, e ninguém deveria celebrar a morte de uma criança. De qualquer criança”, afirmou.
A artista também destacou seu trabalho de uma década como embaixadora da UNICEF, onde tem defendido crianças afetadas por guerras, independentemente de onde nasceram. “Eu sofri por todos eles, de ambos os lados daquela cerca”, disse. “Não vou litigar uma guerra complexa em uma legenda do Instagram, e não vou recitar o slogan de ninguém para recuperar um seguidor.”
Relembrando o passado e a declaração de Macklemore
Em sua declaração, Pink relembrou uma performance de Macklemore em 2014, na qual ele usou uma fantasia considerada antissemita. Na época, o rapper pediu desculpas, mas Pink sentiu que a situação se repetiu. Ela explicou que o repost foi motivado pela forma como Macklemore se dirigiu à plateia, dizendo aos judeus presentes que a mensagem de “Liberte a Palestina” não era sobre eles.
“Você não pode decidir isso por nós”, enfatizou Pink. “É isso que me levou a repostar. Não o ‘Liberte a Palestina’, e nem o direito de alguém de dizê-lo. Eu nunca pedi para outro artista ser silenciado e não estou pedindo agora. Não preciso que ninguém seja demitido e não preciso de um reembolso. O que eu preciso é poder dizer, como uma mãe judia, que isso me assustou, e assustou pessoas que amo, sem que nos digam que nosso medo é apenas propaganda, e sem que nos digam que estou de alguma forma de boa com o genocídio porque percebi?”
Macklemore mantém sua posição, enquanto petição pede sua exclusão
Após seus comentários no palco em Nova Jersey, Macklemore manteve sua posição. “Querer que todos os humanos sejam tratados com igualdade nunca deveria ser controverso”, escreveu ele em sua conta no X (antigo Twitter), acompanhado de um vídeo de seu discurso. A polêmica também gerou uma resposta do Israeli-American Council (IAC), que lançou uma petição para que o rapper seja removido dos próximos oito shows da turnê nos EUA.
Um desejo de ano novo e reflexão
Pink concluiu sua declaração refletindo sobre o 25º aniversário dos ataques de 11 de setembro e o início do Rosh Hashanah, desejando um “shana tova” para seus conterrâneos judeus. A cantora ressaltou a complexidade da guerra e a importância de proteger a vida inocente em todas as circunstâncias, sem ceder a slogans ou pressões de redes sociais.
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