Acidente na Montezum: Imagens mostram momentos cruciais antes e depois de jovem ficar gravemente ferida
Imagens de câmeras de segurança divulgadas revelam os últimos momentos de Júlila Bossoni na montanha-russa Montezum, do Hopi Hari, antes e logo após um grave acidente que a deixou com traumatismo cranioencefálico. A jovem passou 57 dias internada e ainda lida com sequelas físicas e neurológicas.
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O caso está sob investigação do Ministério Público de São Paulo, que solicitou perícia na atração. As imagens, exibidas pelo Fantástico, da TV Globo, mostram o casal embarcando e o estado de Júlila ao retornar à plataforma. Conforme apurado pelo g1.
Júlila e seu companheiro, João Pedro Bossoni, visitaram o parque em abril. Após uma primeira ida sem incidentes, eles retornaram à Montezum com um acesso promocional. Durante o embarque, o casal chegou a gravar um vídeo com expressões apreensivas. Câmeras registraram o segundo embarque, onde Júlila aparece consciente na subida. Contudo, cerca de dois minutos depois, ao retornar à plataforma, ela estava desacordada e em convulsão.
Desespero e Atendimento de Emergência
João Pedro relatou o desespero ao ver Júlila inconsciente e convulsionando. Funcionários do parque prestaram os primeiros atendimentos e, em seis minutos, ela foi retirada da atração em uma maca e encaminhada à Santa Casa de Vinhedo, onde deu entrada diretamente na UTI.
Diagnóstico e Cirurgia de Risco
Os exames iniciais indicaram hemorragia intracraniana e edema cerebral, levando Júlila a uma cirurgia de emergência. Um neurocirurgião explicou que foi realizada uma craniectomia descompressiva, procedimento que retira parte do crânio para dar espaço ao cérebro inchado. O diagnóstico foi de traumatismo cranioencefálico (TCE), possivelmente causado por um mecanismo de contragolpe durante o passeio, que envolve movimentos bruscos de aceleração, desaceleração e rotação do crânio, podendo romper vasos sanguíneos cerebrais.
Sequelas e Luta pela Recuperação
Júlila perdeu movimentos no lado esquerdo do corpo, apresenta dificuldades na fala e alterações de memória. Após sete cirurgias e cinco meses do acidente, ela segue em reabilitação com fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia diária. A família busca justiça e a recuperação completa da jovem, que sempre foi descrita como forte e independente.
Outros Casos na Montezum
O caso de Júlila não é isolado. Em 2018, Nathalia Assenjo Motta sofreu lesão cervical na Montezum, necessitando de 12 pinos e duas hastes. Ela recebeu indenização, mas ainda lida com dores e custos de tratamento. Em 2014, Márcio ficou tetraplégico após um passeio na mesma montanha-russa, falecendo em 2023 devido a complicações. Uma plataforma de reclamações de consumidores registrou cerca de 40 relatos de dores e lesões, incluindo problemas no pescoço, joelho e costelas, nos últimos dois anos.
Posição do Hopi Hari
O Hopi Hari informou que a Montezum possui certificação internacional e passa por inspeções anuais, seguindo normas de segurança nacionais. O parque destaca que a atração é classificada como radical e possui avisos sobre restrições. A administração citou um parecer do Ministério Público de 2016 que não identificou risco coletivo na atração. Sobre o caso de Júlila, o parque afirma ter prestado atendimento imediato, custeado despesas e oferecido seguro. Os casos de Nathalia e Márcio ocorreram sob outra administração. O parque considera os relatos em plataformas de reclamação um número estatisticamente pequeno e anunciou reforma para a Montezum.
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