Sinal Silencioso de Socorro Salva Vítima de Violência Doméstica em São Paulo
Uma mulher marroquina foi resgatada pela Polícia Militar (PM) em São Paulo após utilizar o sinal silencioso internacional de socorro em um caso de violência doméstica. O incidente ocorreu em Vila Maria, na zona norte da capital paulista. A vítima estava com um bebê no colo e não conseguia se comunicar em português.
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O resgate foi possível graças ao reconhecimento do gesto por parte dos policiais. A abordagem foi registrada por câmeras corporais dos agentes. Sem conseguir verbalizar, a mulher fez o sinal, que consiste em dobrar o polegar para dentro da palma da mão e fechar os outros dedos sobre ele, indicando que precisava de ajuda. Conforme apurado pelo g1, a denúncia inicial partiu da filha do suspeito de violência doméstica, uma adolescente de 13 anos.
Paralelamente, uma funcionária da Organização das Nações Unidas (ONU), que apoia refugiados, também contatou a PM após receber um pedido de auxílio da vítima. Ao chegarem à residência, os policiais confirmaram o sinal de socorro e prontamente retiraram a mulher e o bebê do local. O suspeito, que apresentava comportamento alterado, foi afastado da vítima e detido.
Comunicação e Proteção Garantidas
Na 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), para onde a marroquina foi encaminhada, a comunicação foi estabelecida por meio do aplicativo Google Tradutor. A vítima expressou o desejo de não retornar para casa, solicitando que sua família em Marrocos fosse contatada para explicar a situação. Os policiais garantiram sua segurança, assegurando que ela não retornaria ao local naquela noite.
O Sinal Universal de Socorro
O gesto de socorro foi criado pela Canadian Women’s Foundation em abril de 2020, como parte de uma campanha para combater o aumento da violência doméstica durante o período de confinamento da pandemia. O sinal se popularizou por permitir que vítimas peçam ajuda de forma discreta, sem que o agressor perceba.
Como Funciona o Gesto de Ajuda
O sinal consiste em abrir a mão com a palma virada para frente, dobrar o polegar para dentro e fechar os outros quatro dedos por cima. Saber identificar e agir diante desse pedido de ajuda pode ser crucial para salvar vidas. A disseminação dessa informação amplia a rede de proteção para mulheres em situação de risco.
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