Dentista é preso em SC suspeito de manter mulher em cárcere privado e obrigá-la a tatuar o nome dele 10 vezes pelo corpo
Um dentista de 40 anos foi preso nesta terça-feira (14) em Itapema, litoral norte de Santa Catarina, sob suspeita de manter sua companheira em cárcere privado e submetê-la a graves violências. Segundo informações divulgadas pelo portal g1, o homem é investigado por agressões físicas, ameaças, danos e por forçar a vítima a tatuar o nome dele em dez partes do corpo.
A prisão faz parte da Operação Ötzi, uma ação conjunta das polícias civis do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. O caso chocou pela crueldade, com a mulher relatando ter vivido sob um cenário contínuo de violência por cerca de quatro meses, impedida de sair de casa e de se comunicar com familiares.
A fuga da vítima e a denúncia subsequente foram cruciais para a investigação. Ela conseguiu escapar no início de abril e buscou ajuda no Rio Grande do Sul, registrando o crime no dia 3 de abril. Em depoimento posterior, detalhou o inferno que viveu, incluindo a retenção de seu celular e agressões constantes.
Violência e Controle Detalhados pela Vítima
Em seu depoimento no dia 10 de abril, a vítima relatou que o dentista tomou seu celular, impedindo qualquer comunicação externa. Ela descreveu agressões frequentes, que incluíam espancamentos com objetos e ameaças de morte. As marcas de violência em seu corpo foram identificadas pelas autoridades, evidenciando a gravidade dos abusos sofridos.
A exigência de tatuar o nome do agressor no pescoço e em outras partes do corpo foi um dos atos mais perturbadores relatados. A fuga só foi possível após o suspeito ingerir um medicamento para dormir, permitindo que a mulher deixasse o estado com auxílio de terceiros.
Operação Policial e Apreensões
Durante a operação que resultou na prisão, a polícia apreendeu duas armas de fogo, além de aparelhos eletrônicos e outros materiais considerados relevantes para a investigação. Os pertences da mulher, incluindo um veículo, foram localizados e devolvidos. A ação conjunta das polícias demonstra a seriedade com que o caso está sendo tratado.
Histórico de Denúncias e Investigação em Andamento
As investigações apontam que o dentista suspeito já havia sido alvo de denúncias por episódios semelhantes. Há registros envolvendo pelo menos duas ex-companheiras em Santa Catarina, que relataram situações de controle, isolamento, agressões e privação de liberdade. Uma delas descreveu vigilância constante e ausência de contato com familiares.
A prisão preventiva do dentista foi solicitada pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Esteio, no Rio Grande do Sul, e autorizada pela Justiça. As autoridades continuam apurando todos os detalhes para garantir a completa elucidação dos crimes e a punição do agressor.