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13/05/2026 13:31
Juliano Cazarré é confrontado ao vivo na GloboNews após afirmar que mulheres matam mais homens
A matéria destaca juliano Cazarré desinforma sobre feminicídio e é corrigido em debate na GloboNews O ator Juliano Cazarré gerou polêmica durante sua participação no programa "GloboNews Debate" nesta terça-feira (12).
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Juliano Cazarré desinforma sobre feminicídio e é corrigido em debate na GloboNews

O ator Juliano Cazarré gerou polêmica durante sua participação no programa “GloboNews Debate” nesta terça-feira (12). Ao discutir a onda de violência no Brasil, Cazarré afirmou categoricamente que “mulheres matam mais homens, do que homens matam mulheres”, apresentando números que foram posteriormente desmentidos. A declaração foi confrontada ao vivo pelo consultor Ismael dos Anjos, especialista em segurança pública.

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Cazarré argumentou que “tem 2.500 homens assassinados por mulheres, no período em que nós tivemos 1.500 mulheres assassinadas por homens”. A psicanalista Vera Iaconelli demonstrou surpresa com a informação, enquanto Ismael dos Anjos refutou o dado, explicando a diferença entre feminicídio e outros tipos de homicídio.

“Não. A gente teve 1.500 feminicídios, é diferente. É importante distinguir. Feminicídio é um tipo de crime específico, que é quando uma mulher morre por ser mulher”, esclareceu Ismael, que posteriormente expressou sua indignação nas redes sociais, lamentando a disseminação de “dados falsos, sem compromisso algum com a realidade”.

A verdade sobre as estatísticas de feminicídio no Brasil

Contrariando a afirmação do ator, dados oficiais de segurança pública no Brasil revelam que a grande maioria dos homicídios é cometida por homens, que também são as principais vítimas de crimes violentos. Homens são autores de mais de 90% dos homicídios no país.

O feminicídio, que é a morte de uma mulher por razões de gênero, é majoritariamente cometido por homens, frequentemente parceiros ou ex-parceiros. As mortes de homens, por outro lado, costumam ocorrer em espaços públicos e estão ligadas à criminalidade e disputas entre facções.

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Brasil registrou 399 vítimas de feminicídio entre janeiro e março de 2026, uma média de quatro mulheres mortas por dia. Este foi o primeiro trimestre mais letal da história para feminicídios desde 2015.

Feminicídios em 2025: um aumento alarmante

Um relatório do Laboratório de Estudos de Feminicídios da Universidade Estadual de Londrina (Lesfem/UEL) comunicou 6.904 vítimas de feminicídio em 2025, entre casos consumados e tentados. Este número representa um aumento de 34% em relação ao ano anterior.

O levantamento apontou 4.755 tentativas e 2.149 assassinatos, totalizando uma média de quase seis mulheres mortas por dia no país. Os dados do Lesfem/UEL superam em 38,8% os números divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) para o mesmo ano, que registrou 1.548 mortes por feminicídio.

Críticas ao discurso de ódio e a “red pills”

Durante o debate, a psicanalista Vera Iaconelli criticou o discurso de Cazarré, comparando-o a figuras problemáticas conhecidas como “red pills”. Ela argumentou que discursos como o do ator, embora possam conter elementos sedutores, podem ser perigosos por normalizarem visões distorcidas sobre a masculinidade e as relações de gênero.

“Eu tenho mais medo desse tipo de iniciativa do que dos red pills. Porque eles são obviamente horríveis e a gente pode falar, imediatamente: ‘É um absurdo o que você está falando’. Mas você, Cazarré, tem um discurso muito sedutor e que tem muitas coisas de valor”, disse Vera.

A psicanalista ressaltou que a crise de masculinidade atual parte, em grande medida, da consciência masculina sobre ações erradas e da “ressaca moral” diante da violência contra mulheres e meninas. Ela apontou que o sofrimento masculino na atualidade está ligado à necessidade de reconhecer e corrigir comportamentos prejudiciais.

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