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18/05/2026 21:32
Lula defende exploração de petróleo na Margem Equatorial antes que Trump reivindique: “Ninguém tem mais cuidado com a Amazônia do que nós”
A matéria destaca lula defende exploração de petróleo na Margem Equatorial e alerta sobre possíveis reivindicações de Trump O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira (18) a exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial.
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Lula defende exploração de petróleo na Margem Equatorial e alerta sobre possíveis reivindicações de Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira (18) a exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial. Em visita à Refinaria de Paulínia (Replan), no interior paulista, o presidente expressou a urgência de o Brasil avançar na exploração da região antes que o governo americano, sob a liderança de Donald Trump, possa tentar reivindicá-la.

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Lula citou o histórico de Trump em relação a territórios como o Canadá, Groenlândia e o Golfo do México, levantando a possibilidade de o ex-presidente americano declarar a Margem Equatorial como sua. “Daqui a pouco o Trump acha que é dele e vai lá. Ele achou que o Canadá era dele, achou que a Groenlândia era dele, achou que o Golfo do México era dele. Quem garante que ele não vá dizer que a Margem Equatorial é dele também?”, questionou o presidente.

O presidente enfatizou a necessidade de o Brasil ocupar e explorar a área com responsabilidade, visando reverter os lucros para o desenvolvimento do país. A declaração foi feita após a Petrobras obter, no ano passado, a licença do Ibama para iniciar a pesquisa exploratória na Margem Equatorial, considerada o “novo pré-sal” devido ao seu vasto potencial petrolífero.

Soberania Nacional e Cuidado com a Amazônia

Lula argumentou que a exploração da Margem Equatorial é fundamental para a **soberania nacional**. Ele ressaltou que nenhum outro país teria mais cuidado com a região amazônica do que o próprio Brasil. “Ninguém tem mais cuidado com a Amazônia do que nós”, afirmou o presidente, reiterando o compromisso brasileiro com a preservação ambiental durante a exploração.

Críticas à Privatização de Estatais

Durante o evento, o presidente Lula também criticou duramente a privatização da BR Distribuidora, em 2019, e da Liquigás, em 2020, ambas durante o governo de Jair Bolsonaro. Ele interpretou essas vendas como uma tentativa de desmantelar a Petrobras gradualmente.

O presidente comparou a estratégia a vender um grande rolo de mortadela aos poucos. “A BR foi privatizada porque os sonhos que eles tinham de privatizar a Petrobras seriam altamente recusados pelo povo, então resolveram vender aos pedacinhos. É que nem aquele rolo de mortadela grande que se vê pendurado na padaria. Vende 100 gramas hoje, 200 gramas amanhã. Chega um dia, o rolo desaparece. O que eles queriam fazer com a Petrobras era isso”, declarou.

Parcerias e Terras Raras com os EUA

Ainda no mesmo dia, Lula ponderou sobre a expectativa de contar com o apoio dos Estados Unidos para a exploração de **terras raras** no Brasil. O presidente sugeriu que Donald Trump deveria focar em alianças estratégicas com o Brasil nesse setor, em vez de manter disputas com a China.

A relação entre Lula e Trump tem mostrado sinais de aproximação, com encontros e conversas telefônicas frequentes. O ex-presidente americano chegou a elogiar publicamente Lula, chamando-o de “dinâmico” e “inteligente”, além de ter aliviado tarifas e sanções impostas anteriormente ao Brasil.

Defesa do Desenvolvimento Nacional

A defesa de um projeto de desenvolvimento nacional, focado na valorização dos ativos brasileiros e na **soberania científica**, é vista pela esquerda como um importante trunfo político. Aliados de Lula têm intensificado o discurso contra a oposição, acusando-a de tentar “entregar o Brasil” e seu patrimônio ao capital estrangeiro.

Lula reafirmou que, na busca por parcerias internacionais, o governo não tem preferência por um país específico, mas que a **soberania nacional** é um valor inegociável para sua gestão. A exploração responsável de recursos como o petróleo da Margem Equatorial se insere nesse contexto de fortalecimento da autonomia e do futuro econômico do Brasil.

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