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13/06/2026 21:32
Rope Jump Sem Corda: Testemunha Relata “Livramento” Após Tragédia em SP
A matéria destaca homem relata "livramento" após jovem morrer em salto de rope jump sem corda em Limeira Um dos participantes da atividade de rope jump em Limeira, interior de São Paulo, que culminou na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, revelou em...
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Homem relata “livramento” após jovem morrer em salto de rope jump sem corda em Limeira

Um dos participantes da atividade de rope jump em Limeira, interior de São Paulo, que culminou na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, revelou em entrevista ao g1 que sentiu que escapou por pouco da tragédia. Higor William Diniz Ferreira, que estava no local na manhã do acidente, relatou que um atraso de poucos minutos o impediu de ser a próxima pessoa a saltar.

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“Foi livramento. Era pra ser eu, porque era pra eu ter saído de casa hoje, às 6h, pra ir pra lá. Porém, acabei me atrasando e saí 6h40. O salto meu, entre eu e essa mulher, era tipo de cinco a dez pessoas. Era o tempo que eu me atrasei. O tempo que ela passou na minha frente”, declarou Higor, demonstrando o choque com a situação.

A jovem Maria Eduarda morreu após ser lançada de uma plataforma com aproximadamente 40 metros de altura sem o equipamento de segurança devidamente acoplado ao corpo. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que funcionários impulsionam a jovem, e logo em seguida, testemunhas gritam em desespero sobre a ausência da corda. Conforme a Polícia Militar, uma testemunha relatou que os organizadores teriam se esquecido de prender a corda antes do salto.

Falha na segurança e suspeitas de omissão

Higor contou que contratou a atividade após vê-la anunciada nas redes sociais e que acompanhou outros saltos antes do acidente fatal. Ele observou que os procedimentos de segurança pareciam normais até a vez de Maria Eduarda, mas que, no caso dela, houve uma falha clara.

“Todos os rapazes verificaram se estava certo, só que o da mulher eles não verificaram. Foram três rapazes e os três ignoraram o fato dela ser lançada daquele jeito”, afirmou o testemunha, apontando que a modalidade escolhida pela jovem envolvia o impulso dos instrutores.

Fuga de funcionário e investigação em andamento

O relato de Higor também aponta para um comportamento suspeito de um dos funcionários após o acidente. Segundo ele, um dos envolvidos, responsável por impulsionar a vítima, teria pego seus pertences e deixado o local rapidamente, antes mesmo da chegada das equipes de resgate.

O Corpo de Bombeiros e o Samu foram acionados, mas o óbito de Maria Eduarda foi constatado no local. O noivo da jovem, que acompanhava a atividade, precisou de atendimento médico após passar mal. A Polícia Civil investiga o caso como homicídio com dolo eventual, com três pessoas (de 42, 32 e 27 anos) sob investigação. Inicialmente, seis pessoas foram detidas, mas três foram liberadas. Dois homens que fugiram foram localizados com o auxílio de um helicóptero.

Prefeitura critica omissão do Governo Federal

A Prefeitura de Limeira anunciou que pretende processar o Governo Federal por omissão na fiscalização da área da Ponte do Esqueleto, local da tragédia. Em nota, a administração municipal alegou que vinha cobrando providências dos órgãos federais responsáveis pela área, mas que nenhuma medida concreta foi adotada.

Segundo a prefeitura, a responsabilidade pela fiscalização e controle de acesso à ponte é exclusivamente federal. O município afirma ter enviado ofícios solicitando medidas de segurança, mas sem resposta. O prefeito Murilo Félix lamentou a tragédia e reforçou a necessidade de apurar responsabilidades pela falta de controle da área, que apresenta riscos conhecidos há anos.

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