Kennedy Center remove nome de Donald Trump da fachada após decisão judicial; veja os detalhes
O nome de Donald Trump foi retirado da fachada do renomado Kennedy Center, em Washington D.C., conforme confirmado por um alto funcionário do local. A decisão atende a uma ordem judicial que encerra um capítulo controverso na história da instituição cultural.
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Matt Floca, diretor executivo e diretor de operações do Kennedy Center, informou a um tribunal federal no sábado, 13 de junho, que a ordem de remoção de toda a sinalização que renomeava o centro em homenagem ao ex-presidente Donald Trump havia sido cumprida. A notícia gerou reações diversas, com celebrações por parte de críticos e curiosidade sobre o desfecho da remoção física.
No entanto, para aqueles que esperavam testemunhar o momento exato da retirada, a visão foi limitada. Uma lona cobria os andaimes e os trabalhadores, impedindo a visualização direta da fachada. Essa medida manteve o suspense sobre a revelação da nomenclatura original, que homenageia John F. Kennedy. Conforme informação divulgada pelo The Washington Post, a remoção do nome de Trump do Kennedy Center marca um ponto final em uma disputa legal e política que se arrastou por meses.
A batalha pela identidade do Kennedy Center
A retirada do nome de Donald Trump do Kennedy Center representa o desfecho de uma intensa disputa legal e política. A instituição, dedicada à memória do presidente John F. Kennedy, viu-se no centro de um embate pela sua identidade após a gestão de Trump. O ex-presidente, ao retornar ao poder em janeiro de 2025, rapidamente substituiu a liderança do centro e nomeou um conselho de curadores que o designou como presidente, adicionando seu nome ao edifício.
Críticos e apoiadores da remoção manifestaram suas opiniões. A congressista Joyce Beatty, que processou para remover referências a Trump do edifício e das operações do centro, celebrou a decisão. Ela descreveu a vitória como o início do retorno do Kennedy Center ao povo americano, afirmando que “o Estado de direito prevaleceu”.
Moradores locais também acompanharam os desdobramentos. Leo Bartholomaus, um recém-formado que vive na Virgínia, expressou sua insatisfação com a adição do nome de Trump ao edifício. Ele relembrou o apreço de sua avó pelas artes e considerou que o centro era melhor conhecido simplesmente como Kennedy Center.
O processo de remoção e a contenção da visão
O processo de remoção física da sinalização foi cercado de expectativas. Apesar da ordem judicial de cumprir o prazo de sábado ao meio-dia, o Kennedy Center buscou, em última instância, mais uma extensão após fortes tempestades na noite de sexta-feira. A justificativa incluía a necessidade de realizar reparos urgentes no edifício, citando danos estruturais que poderiam ser “potencialmente fatais”.
Apesar das tentativas de adiar o cumprimento, a justiça foi firme. Tribunais rejeitaram os pedidos de última hora da instituição para manter o nome de Trump pendente de apelação. A liderança do Kennedy Center argumentou que a remoção e posterior reintegração do nome, caso a apelação fosse vitoriosa, resultaria em “desperdício de tempo e dinheiro”.
Um repórter, contudo, conseguiu vislumbrar por uma pequena abertura na lona que os dizeres referentes a Trump não estavam mais fixados à parede. A revelação do nome original, “The John F. Kennedy Memorial Center for the Performing Arts”, que perdura por décadas, ainda aguarda a remoção completa da cobertura protetora.
O futuro incerto do Kennedy Center e outras intervenções de Trump
A remoção do nome de Trump do Kennedy Center é um revés para seus planos de remodelar a paisagem da capital. O ex-presidente tem avançado com outras intervenções significativas, como a demolição da Ala Leste da Casa Branca para a construção de um salão de baile, a remodelação da Piscina Reflexiva do Lincoln Memorial e planos para extensas reformas em um campo de golfe, que podem reduzir o acesso público a trilhas de corrida e ciclismo.
Além disso, Trump planeja a construção de um arco triunfal próximo ao Cemitério Nacional de Arlington. Paralelamente à remoção de seu nome do Kennedy Center, o gramado sul da Casa Branca foi transformado em palco para um evento da UFC, coincidindo com o aniversário de Trump no domingo.
O futuro do Kennedy Center permanece incerto. A mesma decisão judicial que ordenou a remoção do nome de Trump também bloqueou um plano de fechamento de dois anos para reformas. Com a redução substancial de pessoal e a incerteza sobre a retomada das atividades, o centro enfrenta desafios para reconstruir sua programação de apresentações. Trump, irritado com a ordem judicial, chegou a sugerir que o Kennedy Center poderia ser entregue ao Congresso ou até mesmo fechado por questões de segurança pública.
Próximos eventos e a resiliência das artes
Apesar das turbulências, o Kennedy Center tem eventos programados nas próximas semanas, incluindo apresentações de “Moulin Rouge! The Musical” e “Bluey’s Big Play”. O comediante Bill Maher também receberá o Prêmio Mark Twain de Humor Americano em uma cerimônia em 28 de junho.
A capacidade do centro de montar uma agenda robusta de espetáculos após cortes de pessoal ainda é uma questão em aberto. A batalha legal e a incerteza administrativa levantam dúvidas sobre a velocidade com que a instituição poderá retomar sua plena capacidade operacional e artística, mas a resiliência das artes e da cultura continua a ser um ponto de esperança para o público.
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