Príncipe Harry e famosos perdem processo contra tabloides e acusam juiz de “farsa”
O Príncipe Harry sofreu um revés judicial significativo nesta terça-feira (7) ao perder o processo por violação de privacidade que moveu contra a Associated Newspapers Limited (ANL), editora responsável por jornais como o Daily Mail e o Daily Mirror. Em resposta à decisão desfavorável, o duque de Sussex divulgou um comunicado contundente, classificando o veredito como uma “completa e óbvia farsa”.
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Harry, ao lado de outras personalidades como Elton John, Elizabeth Hurley e Sadie Frost, acusou a ANL de obter informações privadas de forma ilegal entre os anos 1990 e 2011. No entanto, o juiz Matthew Nicklin, do Tribunal Superior de Londres, rejeitou todos os pedidos, argumentando que os autores não apresentaram provas suficientes de meios ilegais como escutas telefônicas ou investigadores particulares. Conforme informação divulgada pelo tribunal.
O magistrado também criticou a condução de parte do caso pelos autores, especialmente no que diz respeito a alegações de que jornalistas teriam mentido durante a investigação. A decisão contrasta com posicionamentos anteriores de outros juízes em casos semelhantes envolvendo tabloides britânicos.
Harry e Baronesa Lawrence lamentam resultado
Em um comunicado conjunto com a baronesa Doreen Lawrence, Harry expressou decepção com o resultado. “Viemos ao tribunal em busca de justiça e responsabilidade. Mas não recebemos nenhuma das duas”, declararam. Eles criticaram a forma como o tribunal desconsiderou conclusões de processos paralelos que indicavam atividades ilegais de investigadores privados no mesmo período.
Acusações de inconsistência e “farsa” judicial
O duque de Sussex e a baronesa questionaram a decisão, citando inconsistências e a aparente ignorância de evidências apresentadas. “O fato de este tribunal ter optado por descartá-las representa uma inconsistência difícil de compreender ou conciliar com o bom senso, ou com as evidências apresentadas no próprio tribunal”, afirmaram.
O comunicado prosseguiu em tom de forte crítica: “É uma completa e óbvia farsa, mas, infelizmente, não totalmente inesperada. No entanto, até que ponto o tribunal foi para inocentar o Mail é tão chocante quanto totalmente injustificado.” Eles questionaram como a justiça poderia ser alcançada se o tribunal alega falta de evidências suficientes apesar de documentos que, segundo eles, mostram o contrário.
Exemplos de invasão de privacidade citados
Para reforçar suas alegações, os autores mencionaram episódios como a intensa cobertura sobre o relacionamento de Harry com Chelsy Davy, entre 2004 e 2010, que teria envolvido uma “invasão generalizada” de sua privacidade. O comunicado citou ainda a admissão de um investigador particular usado pelo Mail sobre obtenção ilegal de informações da baronesa Lawrence, e o envio de dados sensíveis de uma passageira por outro investigador a um jornalista.
“Parece que há uma regra para os jornais e outra para os autores das ações”, concluiu o comunicado. “Enquanto os autores apresentaram provas, jornalistas do Mail limitaram-se a negar, e o tribunal optou por acreditar neles sem questionamentos, mesmo diante de inconsistências, contradições e inverdades evidentes”. A equipe jurídica e as testemunhas foram agradecidas pelo trabalho e coragem.
A decisão foi anunciada enquanto Harry está em Londres para um evento dos Invictus Games. Apesar do revés judicial, ele participou de um compromisso na Chatham House sem demonstrar frustração aparente, acenando e fazendo um gesto positivo ao deixar o local.
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