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BBB 26: Globo cobra R$ 1,5 milhão de ex-BBB Pedro Henrique por quebra de contrato após desistência e acusações
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A TV Globo estaria exigindo o pagamento de uma multa rescisória de R$ 1,5 milhão de Pedro Henrique Espíndola, ex-participante do “BBB 26”. A emissora alega quebra de cláusula contratual devido à revelação de informações sigilosas, conforme noticiado por Gabriel Vaquer, da Folha de S. Paulo.

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A cobrança surge em meio a um processo judicial movido pelo próprio Pedro contra a emissora, onde ele busca uma indenização de R$ 4,2 milhões por danos morais. A ação judicial acabou expondo detalhes do contrato firmado entre o ex-BBB e a Globo.

Segundo a cláusula 7.5 do contrato, o vazamento de acordos ou informações confidenciais é considerado quebra de contrato, sujeita a multa. Essa cláusula de confidencialidade é descrita como perpétua, impedindo a divulgação de detalhes mesmo após o fim do vínculo com a emissora.

Pedro Henrique deixou o “BBB 26” no início da temporada, após acusações de assédio contra a colega Jordana Morais. A sua saída gerou grande repercussão e deu início a uma série de desdobramentos.

No processo movido por Pedro, foram revelados valores que a TV Globo paga aos participantes anônimos, os chamados “pipocas”. De acordo com os documentos apresentados, cada participante recebe um valor único de R$ 10,5 mil, acrescido de R$ 500 por semana de permanência no programa.

Pedro deixou a casa no dia 18 de janeiro, após estrear em 12 de janeiro. A sua defesa argumenta que ele teria direito a receber aproximadamente R$ 11 mil, considerando o tempo de participação. O contrato também prevê o pagamento de R$ 100 mil caso o participante se torne tema de um documentário.

A defesa de Pedro Henrique alega que a inclusão do contrato no processo foi necessária, pois é o objeto da ação judicial. Os advogados afirmam ter solicitado sigilo judicial, mas o pedido não teria sido acatado pelo Tribunal de Justiça do Paraná.

O contrato, que seria válido até o final de julho, poderia ser encerrado em maio, sem custos, mediante acordo entre as partes. Durante o período de contrato, os participantes não podem conceder entrevistas sem autorização expressa da emissora. Publicidades realizadas dentro do programa não geram pagamento adicional, sendo os ganhos atrelados a acordos comerciais nas redes sociais dos ex-participantes.

A equipe da advogada Niva Castro, que representa Pedro, declarou ao portal Metrópoles que o pedido de sigilo foi feito, mas o sistema judicial não permitiu o protocolo inicial sob essa condição. A defesa reforça que cumpriu seu dever de cautela e não é responsável pelo vazamento das informações.

Até o momento, a defesa de Pedro Henrique afirma não ter recebido qualquer notificação oficial da TV Globo referente à cobrança da multa milionária.

No processo, a defesa de Pedro solicita uma indenização de R$ 4,2 milhões por quebra de contrato, danos morais e materiais, além da anulação da rescisão de sua participação no reality. A TV Globo tem 15 dias para apresentar sua manifestação à Justiça do Paraná.

Após deixar o programa, Pedro foi internado em um hospital psiquiátrico no Paraná, com diagnóstico de transtorno bipolar, agravado por abstinência de cannabis, segundo sua defesa. O caso resultou na abertura de investigação pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, e Pedro foi indiciado por suspeita de importunação sexual.

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