Juliette defende feminismo e rebate discurso machista em fala repercutida
A campeã do BBB 21, Juliette Freire, fez um discurso contundente sobre feminismo em uma aparição ao vivo, que rapidamente viralizou nas redes sociais. A paraibana explicou a importância do movimento como um aliado e não como uma oposição ao público masculino, contrastando com discursos que têm ganhado espaço na mídia. Suas falas foram amplamente interpretadas como uma resposta direta às recentes declarações polêmicas do ator Juliano Cazarré.
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Em sua fala, Juliette enfatizou que o feminismo não busca oprimir os homens, mas sim libertar ambos os gêneros de “amarras” e “lugares falidos”. Ela destacou que a violência e a posse sobre a vida das mulheres são reflexos diretos do machismo, e não do feminismo. A cantora criticou a tendência de culpar o movimento feminista por uma suposta “crise do masculino”, ressaltando que as verdadeiras vítimas são as mulheres. As declarações foram divulgadas na emissora em que Cazarré é contratado.
A repercussão nas redes sociais foi imediata, com muitos internautas elogiando a sensatez e a clareza de Juliette. Comentários apontavam que suas falas eram uma resposta necessária após Juliano Cazarré afirmar na GloboNews que “mulheres matam mais que homens”, utilizando dados distorcidos. Usuários lembraram que Juliette perdeu uma amiga para o feminicídio recentemente, o que adiciona um peso emocional à sua defesa do movimento.
Juliette desmistifica o feminismo
Juliette esclareceu que o feminismo é um movimento de libertação para todos os gêneros. “O feminismo não é uma opressão ao masculino. O feminismo é um aliado. Ele liberta também o masculino, o feminino sem dúvida, mas também o masculino de amarras, de forjas, de lugares que se mostram falidos”, declarou a ex-BBB. Ela argumentou que a violência contra a mulher é reflexo do machismo estrutural.
Críticas aos movimentos misóginos
A artista também abordou diretamente movimentos como o “Red Pill”, conhecido por suas ideologias contrárias às mulheres. “Sabe qual é a diferença do ‘Red Pill’ para esses movimentos conservadores? É que o ‘Red Pill’ mata mulheres porque elas soam como ameaça, elas são ruins, más, manipuladoras. E os conservadores matam porque elas desobedecem. No final das contas, as vítimas são as mulheres”, pontuou.
O discurso de Juliano Cazarré
O pronunciamento de Juliette ocorre após a participação de Juliano Cazarré no programa “GloboNews Debate”. Durante a discussão sobre violência no Brasil, o ator alegou que “mais mulheres mataram homens do que homens mataram mulheres”, apresentando números que foram contestados ao vivo por especialistas. Cazarré citou dados que, segundo ele, indicavam 2.500 homens assassinados por mulheres contra 1.500 mulheres mortas por homens.
Especialistas desmentem Cazarré
A psicanalista Vera Iaconelli e o consultor Ismael dos Anjos rebateram as afirmações de Cazarré no debate. Ismael dos Anjos explicou a diferença entre feminicídio e outros tipos de homicídio, ressaltando que o feminicídio é um crime específico onde a mulher é morta por ser mulher. Ele corrigiu o ator, afirmando que os números de feminicídio são significativamente maiores e que a violência contra a mulher é um problema complexo e distinto da violência geral no país.
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