Domingo Espetacular divulga imagens inéditas dos últimos momentos de jovem antes de ser lançada sem cordas de ponte
Imagens exclusivas obtidas pelo programa Domingo Espetacular, da Record TV, revelam os últimos momentos de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, antes de sua trágica morte em um salto de rope jump em Limeira, interior de São Paulo. A jovem foi lançada da ponte sem as devidas cordas de segurança, um erro que chocou o país.
Continua depois da publicidade
Os registros mostram Maria Eduarda momentos antes da atividade. Em uma das cenas, ela aparece atrás enquanto um homem se equipava para o salto. Em outro trecho, a estudante de Educação Física surge à beira da ponte, observando a altura de aproximadamente 40 metros até o chão, com aparente tensão no rosto.
As imagens foram compartilhadas pelo advogado Lucas Furtado de Mello, que também participaria da atividade. Ele relatou que a equipe responsável pela operação se atrasou, o que, em sua opinião, pode ter contribuído para a falha na segurança. Conforme divulgado pelo Domingo Espetacular.
A preparação e a tensão antes do salto
A reportagem do Domingo Espetacular detalha que, nas filmagens, Maria Eduarda aparece sem os equipamentos de segurança enquanto Lucas se prepara. Sua expressão facial, com a mão no rosto, sugere apreensão enquanto aguarda sua vez, cercada por outras pessoas e membros da equipe.
Minutos antes do acidente fatal, as câmeras capturaram o momento em que Maria Eduarda é lançada pelos instrutores. Ela havia optado pela modalidade “aviãozinho” e segurava uma câmera para registrar a experiência. Contudo, a jovem não estava presa à corda de segurança, o que levou à sua queda.
Socorro imediato e prisão dos responsáveis
Raiza Gabrieli Delfino, enfermeira que testemunhou a queda, agiu rapidamente para socorrer a vítima. Utilizando cordas, ela desceu por uma trilha íngreme e alcançou Maria Eduarda. A enfermeira relatou que a jovem já não estava com a câmera nas mãos ao ser encontrada.
Após o ocorrido, três integrantes da equipe foram presos: Maicon Fernandes, Luiz Felipe Egoroff e Vitor de Freitas Gonçalves. O advogado dos presos, Rafael Gomes dos Santos, solicitou a revogação das prisões, argumentando que o caso se enquadra como homicídio culposo.
Investigação e busca pela câmera
A Justiça, no entanto, mantém o entendimento de que há indícios de dolo eventual, caracterizado pela assunção do risco de provocar a morte. A investigação policial avançou com a prisão de mais três suspeitos, incluindo dois membros da equipe. Um deles é investigado por supostamente ter retirado a câmera após a queda.
Evelyne dos Santos Gonçalves, proprietária da empresa responsável pelo evento, também foi detida. Até o momento, a câmera que Maria Eduarda utilizava não foi localizada, sendo considerada uma peça fundamental para o esclarecimento das circunstâncias do acidente.
Continua depois da publicidade