Galvão Bueno anuncia despedida das narrações em 2026 e detalha planos futuros
O lendário narrador Galvão Bueno confirmou que a Copa do Mundo de 2026 será sua última experiência como locutor esportivo. Aos 80 anos, ele afirma que a idade o impedirá de comandar as transmissões de jogos em um futuro Mundial, mas já vislumbra novas formas de continuar atuando no universo do esporte. Sua decisão foi revelada em entrevista à coluna Outro Canal, da Folha de S.Paulo.
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Questionado sobre a possibilidade de reconsiderar sua aposentadoria das narrações, Galvão foi categórico: “Não vai dar, né? Eu vou assistir à Copa do Mundo. Se eu trabalhar vai ser apresentando um programa, gravando um comentário diário, alguma coisa assim”, declarou o narrador.
A intenção inicial de Galvão era encerrar sua trajetória nas narrações após a Copa do Mundo de 2022, quando deixou a TV Globo. No entanto, a oportunidade de adquirir os direitos da Copa do Mundo através da NSports, em parceria com o SBT, o fez adiar o plano. “Fiquei muito feliz, mas a idade já não vai permitir”, explicou, demonstrando satisfação com o momento atual no SBT.
Reconhecimento e Cuidados com a Voz
Na sua 14ª Copa do Mundo, Galvão Bueno também celebrou um feito histórico: o reconhecimento pelo Guinness World Records como o narrador com mais transmissões de jogos de Mundiais na televisão. Ele já narrou 57 jogos da seleção brasileira em Copas, um marco impressionante.
O narrador revelou ter intensificado os cuidados com a voz e o sistema respiratório para a competição atual. Ele relembrou o período em que fumava, uma prática que abandonou há anos, e destacou a importância da preparação vocal e de tratamentos para garantir seu desempenho.
Críticas à Estrutura da Copa
Galvão Bueno também aproveitou para criticar a estrutura oferecida aos profissionais de televisão durante a Copa do Mundo. Segundo ele, o espaço restrito nas cabines impede a realização de trabalhos mais elaborados e a interação com o público antes e durante os jogos.
“A gente fica tão espremido, que não há possibilidade daquela coisa que a gente faz com a câmera antes no jogo, no intervalo, na espera. É muito ruim. É uma desconsideração com a imprensa televisiva mundial”, desabafou. O narrador ressaltou que as emissoras investem fortunas na compra dos direitos de transmissão, o que deveria garantir melhores condições de trabalho.
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