Congelamento de óvulos: Ocasio-Cortez revela alto custo e falta de cobertura pelo seguro
A congressista Alexandria Ocasio-Cortez, 36 anos, compartilhou detalhes sobre sua decisão pessoal de congelar óvulos, revelando os **altos custos envolvidos** e a ausência de cobertura por seu plano de saúde. A declaração, feita através de seus Stories no Instagram no último domingo, 9 de agosto, gerou repercussão ao abordar um tema sensível e financeiramente desafiador para muitas mulheres.
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A parlamentar, que representa o 14º distrito congressional de Nova York, explicou que a decisão foi tomada após considerável tempo de reflexão e planejamento financeiro. Ela destacou que, embora geralmente mantenha sua vida privada, sentiu a necessidade de normalizar conversas sobre saúde reprodutiva, especialmente em um cenário político onde direitos reprodutivos enfrentam restrições.
Ocasio-Cortez detalhou que o custo total para ela, incluindo todos os procedimentos e medicamentos necessários, deve ficar entre **US$ 8.000 e US$ 9.000**. A congressista ressaltou que o valor não é um pagamento único, mas sim dividido entre os custos da clínica e os medicamentos, que podem variar significativamente dependendo da localização e das necessidades individuais.
Custos e a busca por clínicas acessíveis
A representante democrata enfatizou que seu seguro de saúde **não cobre absolutamente nada** do procedimento de congelamento de óvulos. Ela explicou que o valor não contribui para sua franquia médica, o que significa que o custo é inteiramente pago do próprio bolso. Essa falta de cobertura é um obstáculo significativo para muitas mulheres que consideram a fertilização in vitro ou o congelamento de óvulos.
Para contornar essa dificuldade, Ocasio-Cortez informou que está frequentando uma clínica em Nova York que oferece planos específicos para mulheres sem cobertura de seguro. Essa iniciativa demonstra a necessidade de soluções acessíveis em um mercado onde a saúde reprodutiva é frequentemente cara e inacessível para grande parte da população.
A importância de normalizar a conversa sobre saúde reprodutiva
Em participação no programa “This Week” da ABC no mesmo domingo, Ocasio-Cortez explicou sua motivação para tornar pública sua decisão. Ela acredita que é **fundamental normalizar essas discussões**, especialmente diante das políticas que restringem o acesso a cuidados de saúde reprodutiva nos Estados Unidos. A congressista mencionou explicitamente a administração de Donald Trump como responsável por negar cuidados reprodutivos a mulheres em todo o país.
A parlamentar argumentou que líderes políticos têm o dever de compartilhar suas experiências e processos, servindo de exemplo para mulheres trabalhadoras em todo o país. Normalizar essas conversas pode encorajar mais mulheres a tomarem decisões informadas sobre sua saúde reprodutiva e a buscarem o apoio necessário, sem o estigma ou a barreira financeira.
Contexto de restrições de direitos reprodutivos nos EUA
Os Estados Unidos se destacam como o único país industrializado que não garante licença familiar remunerada, segundo o Pew Research Center. Além disso, o país possui a **taxa mais alta de mortalidade materna entre as nações desenvolvidas**, uma taxa que tem aumentado desde que a Suprema Corte derrubou a decisão Roe v. Wade, que garantia o direito constitucional ao aborto. Estudos indicam que estados com restrições ou proibições ao aborto registram taxas crescentes de mortalidade materna e infantil.
Relatos recentes de diversos veículos de comunicação apontam que pelo menos 12 mulheres grávidas faleceram desde a revogação de Roe v. Wade. Esse cenário de restrições e a falta de cobertura para procedimentos de saúde reprodutiva, como o congelamento de óvulos, evidenciam a urgência de debates e políticas que garantam o acesso a cuidados de saúde para todas as mulheres.
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