Defesa da criança em caso Marco Furlan se pronuncia sobre laudo do IML
A defesa da criança de 5 anos, que acusa o ator Marco Furlan de estupro, manifestou-se nesta terça-feira (11) após a divulgação do resultado do exame do Instituto Médico-Legal (IML). A advogada Maria Fernanda Mituo declarou que a ausência de lesões físicas visíveis no laudo não impede a continuidade da investigação, ressaltando outros elementos que sustentam a acusação.
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O laudo, divulgado na segunda-feira (10), indicou a inexistência de “evidências de lesões corporais” e “elementos” de ato libidinoso na criança durante o exame. A avaliação, realizada dois dias após o incidente, incluiu a região anal, e o IML aguarda resultados de exames complementares, como a pesquisa de espermatozoides.
Conforme informações divulgadas pelo Metrópoles, a defesa da criança enfatiza que o próprio laudo pericial reconhece que a ausência de lesões macroscópicas não é suficiente para descartar a ocorrência do delito. A advogada Maria Fernanda Mituo argumentou que a natureza dos fatos e o tempo decorrido entre o suposto crime e o exame são fatores importantes a serem considerados.
Ausência de lesões físicas não descarta o crime
Maria Fernanda Mituo destacou que o prosseguimento da apuração não se baseia unicamente na identificação de lesões físicas ou no resultado de um único exame. Ela ressaltou que o relatório final da investigação já aponta indícios suficientes de materialidade e autoria, com base em depoimentos e outros elementos coletados.
Investigação avança com depoimentos e outros elementos
A defesa da criança afirmou que aguardará a conclusão dos exames complementares e que continuará adotando as medidas jurídicas necessárias para assegurar os direitos da criança. A investigação sobre o caso de Marco Furlan, suspeito de estupro de vulnerável envolvendo uma criança de 5 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), segue em andamento.
Relembre o caso e o flagrante
O incidente ocorreu na madrugada de 2 de agosto em Pindamonhangaba, interior de São Paulo. A mãe da criança relatou ter ouvido gritos e encontrado Marco Furlan nu sobre a cama com o menino, que também estava sem roupas e chorava de dor. Uma amiga que acompanhava a mãe também relatou ter visto o artista sem as calças.
Marco Furlan negou o abuso no momento do flagrante e teve a prisão preventiva decretada, permanecendo detido enquanto a Polícia Civil investiga o caso. A defesa da criança busca garantir que todos os fatos sejam apurados e os direitos do menor sejam protegidos.
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