Lutador de jiu-jitsu se pronuncia após golpe que deixou colega sem movimentos
O lutador de jiu-jitsu Juliano Di Pelli Machado veio a público para se manifestar sobre o golpe ilegal que resultou em uma grave lesão na coluna cervical de Willian Hiroyuki Masuda. O incidente ocorreu durante o campeonato Super Pro Jiu-Jitsu, em Londrina, no Paraná. Em vídeo divulgado pelo jornalista Vinícius Buganza, Di Pelli afirmou que não percebeu a situação de risco em que seu oponente se encontrava.
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Segundo Di Pelli, o movimento foi uma tentativa de defesa ao se jogar de joelhos no chão, enquanto Masuda, conhecido como “Kabuto”, acabou ficando posicionado embaixo dele sem que ele notasse a gravidade imediata. A defesa de Di Pelli também já se pronunciou, alegando que ele está “profundamente abalado” e à disposição das autoridades para que os fatos sejam apurados com base nas imagens, regras da modalidade e avaliação da arbitragem.
A lesão ocorreu no dia 22 de agosto, em uma luta da modalidade no-gi. Willian Masuda sofreu uma fratura nas vértebras C5 e C6 e, segundo informações, está sem movimento nas pernas, com sensibilidade reduzida nos braços. O caso está sendo investigado pelo Ministério Público do Paraná. Conforme informações divulgadas pelo portal g1.
O lutador explica sua versão dos fatos
Di Pelli relatou que, ao tentar evitar um desequilíbrio após uma queda, projetou o joelho no chão. Ele enfatizou que o oponente, que ele descreveu como “muito magrinho”, ficou posicionado embaixo dele. “Não deu tempo de fazer muita coisa”, disse o lutador, que também mencionou ter se afastado temporariamente das redes sociais.
Em um vídeo compartilhado em um grupo de mensagens, Di Pelli fez um alerta sobre a perigosa posição adotada por Willian. Ele aconselhou que tal situação, de “entrar e se apoiar com a cabeça embaixo da pessoa”, deve ser evitada, especialmente contra oponentes mais pesados. O lutador não incluiu um pedido de desculpas explícito em sua manifestação.
A gravidade da lesão e a mobilização de apoio
Willian Masuda passou por uma cirurgia que durou quase 10 horas e permanece internado, respirando sem auxílio de aparelhos. Sua família e amigos organizaram uma vaquinha online para arrecadar fundos para os custos hospitalares e o processo de reabilitação. Até o momento, a iniciativa já arrecadou mais de R$ 656 mil.
A modalidade do golpe aplicado, conhecida como “bate-estaca”, é proibida nas regras do jiu-jitsu. O árbitro interrompeu a luta imediatamente após o ocorrido. A organização do evento afirmou que Willian recebeu atendimento médico no local e que o campeonato contava com ambulância e equipe de socorro.
Investigação e posicionamento das autoridades
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) abriu um inquérito para investigar a conduta de Juliano Di Pelli Machado. O promotor Renato de Lima Castro, que também é praticante de jiu-jitsu, criticou a ação, afirmando que Di Pelli “se projetou com todo o peso de 120 quilos sobre uma estrutura humana que estava com a cabeça fincada no chão”.
A defesa de Di Pelli destacou que ele é um atleta profissional com histórico de medalhas em competições internacionais e sem antecedentes disciplinares. A equipe jurídica aguarda a análise técnica do episódio pelas autoridades competentes para se pronunciar de forma completa.
A Fundação de Esportes de Londrina lamentou o ocorrido e esclareceu que não participou da organização do campeonato.
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