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26/09/2026 07:32
SBT exibe direito de resposta de Erika Hilton após declarações transfóbicas de Ratinho
A matéria destaca erika Hilton tem direito de resposta exibido no SBT após falas de Ratinho Nesta sexta-feira (25), o SBT veiculou o direito de resposta da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) durante o "Programa do Ratinho".
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Erika Hilton tem direito de resposta exibido no SBT após falas de Ratinho

Nesta sexta-feira (25), o SBT veiculou o direito de resposta da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) durante o “Programa do Ratinho”. A exibição foi determinada pela Justiça de São Paulo como resposta às declarações consideradas transfóbicas feitas pelo apresentador sobre a identidade de gênero da parlamentar em março deste ano.

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A decisão inicial, proferida em junho pela 2ª Vara Cível Central de São Paulo, exigiu que o vídeo de Erika Hilton fosse exibido no mesmo programa, horário e com destaque similar às falas que motivaram a ação. O SBT chegou a recorrer, mas a 3ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve a obrigação em agosto.

As declarações de Ratinho ocorreram em março, após a eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. Na ocasião, o apresentador questionou a escolha e afirmou que a deputada “não é mulher”, entre outros comentários sobre sua identidade de gênero.

Deputada reafirma identidade e critica discurso de ódio

Em seu pronunciamento de quase dois minutos, Erika Hilton iniciou explicando o direito de resposta concedido pela Justiça. Ela relembrou sua infância assistindo ao SBT e expressou seu amor pela televisão, antes de abordar diretamente as falas de Ratinho.

“Ratinho disse que eu não poderia ter sido eleita por eu ser quem eu sou. Ratinho disse que eu não poderia exercer meu trabalho por ser quem eu sou. E negou, diante do país inteiro, que eu sou uma mulher”, afirmou a deputada.

Liberdade de expressão e a criminalização da transfobia

Erika Hilton ressaltou que a liberdade de expressão não é absoluta e que negar a identidade de pessoas trans não é apenas uma opinião, mas um ato que produz discriminação, humilhação e alimenta a violência. Ela lembrou que a transfobia é crime no Brasil, assim como o racismo.

“O Brasil continua sendo um dos países mais violentos do mundo para pessoas trans, registra números alarmantes de feminicídio. E discursos de ódio ajudam a alimentar essa violência”, pontuou a deputada. Ela concluiu defendendo o respeito e a dignidade para todas as pessoas, independentemente de sua identidade de gênero.

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