Wagner Moura move ação judicial contra Silas Malafaia por difamação e pede R$ 100 mil em indenização
O ator Wagner Moura entrou com um processo contra o pastor Silas Malafaia, exigindo uma indenização de R$ 100 mil. A ação, conforme divulgado pelo portal Metrópoles, gira em torno de comentários feitos pelo líder religioso na rede social X, anteriormente conhecida como Twitter, criticando a captação de recursos para o filme “O Agente Secreto”.
O processo foi instaurado na Justiça do Rio de Janeiro após a cerimônia do Oscar 2026. Na ocasião, Silas Malafaia publicou mensagens consideradas ofensivas pelo ator. O pastor escreveu: “Legal é ver esquerdopatas defendendo artistas que mama grana dos contribuintes para fazer propaganda de governo corrupto. Cambada de alienados”.
Wagner Moura, em sua defesa judicial, reforçou que não teve envolvimento direto na captação de recursos para a produção cinematográfica. O filme, dirigido por Kleber Mendonça Filho, teve um orçamento de R$ 28 milhões e é uma coprodução internacional envolvendo Brasil, França, Alemanha e Holanda. É importante notar que o projeto não utilizou a Lei Rouanet, pois esta lei não financia longas-metragens.
Pastor Silas Malafaia se manifesta sobre o processo
Diante da repercussão do caso, Silas Malafaia se pronunciou, demonstrando surpresa e questionando os motivos da ação judicial. “O que que esse cara está movendo contra mim se eu nunca citei ele? Eu não estou entendendo isso aí”, declarou o pastor ao veículo de comunicação.
Em um vídeo divulgado em suas redes sociais, Malafaia afirmou que ainda não foi formalmente notificado sobre o processo. Ele criticou a iniciativa, alegando que as críticas que recebeu viralizaram e que Moura o escolheu. “Pô, vai ter que processar centenas de milhares de pessoas. Tá de brincadeira”, comentou.
SILAS MALAFAIA: Ator Wagner Moura está me processando. Só kkkk pic.twitter.com/EawstKW9kp
— Silas Malafaia (@PastorMalafaia) April 17, 2026
Detalhes do processo e posicionamento do ator
O processo movido por Wagner Moura tramita na 5ª Vara Cível da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, e está sob sigilo judicial. A assessoria de imprensa do ator informou que ele não fará comentários adicionais sobre o assunto.
A polêmica levanta discussões sobre a liberdade de expressão e os limites da crítica em redes sociais, especialmente quando envolve figuras públicas e produções artísticas financiadas de diversas formas.