Falsos médicos são suspeitos de nove mortes em hospital de SP; um é preso
Um homem que se passava por médico foi detido nesta terça-feira (26) em um hospital particular na Zona Leste de São Paulo. Ele e outro indivíduo são investigados por supostas falhas e mau atendimento que teriam resultado em nove mortes. A polícia estima que a dupla tenha realizado cerca de 2.000 atendimentos médicos em apenas dois anos de atuação ilegal.
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Os suspeitos trabalhavam no Hospital de Clínicas Jardim Helena. Marcos Phelipe de Barros, o homem preso, utilizava documentos de um médico legítimo, identificado como Nicolas Joseph Della Matta. Câmeras de segurança já haviam flagrado Marcos há cerca de três semanas aplicando uma injeção em uma paciente na rua. Até o momento, a defesa de Marcos Phelipe de Barros não se manifestou sobre o caso. O segundo suspeito ainda está foragido.
A ação policial, denominada Operação “Hipócrates II”, cumpre mandados de busca e apreensão e de prisão em diversas cidades, incluindo São Paulo, São Bernardo do Campo, Guarulhos, Poá e Mogi das Cruzes. Conforme as autoridades, o inquérito também aponta indícios de omissão e negligência por parte da administração do hospital, fundado em 1975. A Justiça determinou o afastamento da gestora operacional e do diretor clínico da unidade de saúde durante as investigações, cujas identidades não foram divulgadas.
Atuação ilegal prolongada chama atenção da polícia
O delegado responsável pelo caso, Mariano de Araújo, destacou que a atuação ilegal dos falsos médicos se prolongou por dois anos, o que é um ponto de atenção. A polícia busca entender quem mais poderia ter dado suporte a esse esquema criminoso, que lidava diretamente com a vida de pessoas. A gravidade das consequências para os pacientes e as falhas que parecem ir além dos envolvidos diretamente são pontos cruciais na investigação.
Investigação aponta falhas graves e negligência
Apesar do grande volume de atendimentos realizados pelos falsos médicos, a especialidade em que atuavam não foi especificada pelas investigações até o momento. A primeira fase da operação ocorreu em dezembro do ano passado, e as diligências continuaram até a identificação dos principais alvos. O Hospital de Clínicas Jardim Helena ainda não emitiu um comunicado oficial sobre o caso.
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