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23/06/2026 07:03
Três instrutores indiciados por homicídio em morte de jovem em salto de rope jump em SP
A matéria destaca polícia Civil indiciou três instrutores pela morte de jovem em salto de rope jump A Polícia Civil de São Paulo concluiu o inquérito sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, e indiciou três instrutores por homicídio.
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Polícia Civil indiciou três instrutores pela morte de jovem em salto de rope jump

A Polícia Civil de São Paulo concluiu o inquérito sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, e indiciou três instrutores por homicídio. A jovem faleceu em 13 de junho após ser lançada de uma ponte sem estar conectada à corda de segurança durante um salto de rope jump, em Limeira, no interior de São Paulo. A informação foi confirmada pela delegada responsável pelo caso, Andréa Levy.

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Os indiciados são Luis Felipe Feliciano Egoroff, 32 anos, Maicon Fernandes Cintra, 42, e Vitor de Freitas Gonçalves, 27. Segundo a investigação, Maria Eduarda caiu de aproximadamente 40 metros de altura na região conhecida como Ponte do Esqueleto. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas a morte foi constatada no local. O caso foi registrado inicialmente como homicídio.

De acordo com o boletim de ocorrência, ao chegarem, policiais encontraram uma enfermeira tentando reanimar a vítima. Dois homens que se apresentaram como funcionários da empresa responsável pela atividade fugiram para uma área de mata enquanto os agentes auxiliavam no resgate. Um vídeo obtido pela polícia, que mostra três pessoas levantando Maria Eduarda antes de lançá-la da ponte sem qualquer equipamento de segurança, tornou-se peça-chave na investigação.

Testemunhas relatam falha na segurança

Testemunhas relataram que a equipe responsável teria esquecido de conectar a corda de segurança antes da atividade. Em outro vídeo que circulou nas redes sociais, pessoas que acompanhavam o salto começam a gritar poucos segundos após a queda ao perceberem que a vítima havia sido lançada sem a proteção necessária. Até o momento, seis pessoas foram presas.

Outras prisões e apreensões

Os três instrutores indiciados foram detidos em flagrante logo após o acidente. Posteriormente, outras três pessoas foram presas durante a investigação: uma mulher de 29 anos, no Rio de Janeiro, e dois homens, de 25 e 27 anos, em cidades do interior paulista. A delegada Andréa Levy afirmou que os presos mais recentes integravam a equipe responsável pela organização e execução da atividade.

A polícia identificou o desaparecimento de um equipamento de captação de imagens utilizado pela vítima durante o salto. Conteúdos digitais que poderiam auxiliar no esclarecimento do caso teriam sido apagados após o acidente. Celulares e outros dispositivos eletrônicos foram apreendidos durante o cumprimento dos mandados de prisão.

Defesa e família se manifestam

A defesa de Vitor de Freitas Gonçalves declarou que recebeu o indiciamento com estranheza e que ainda não tem acesso formal aos fundamentos da decisão, mas discorda do enquadramento jurídico. A família de Maria Eduarda classificou o episódio como um crime “inaceitável” e expressou “profunda angústia e indignação”.

Embora o primeiro inquérito tenha sido concluído, a Polícia Civil informou que um segundo procedimento segue em andamento para apurar a participação e a conduta de outros investigados no caso.

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