Ex-assistente de Matthew Perry condenado por envolvimento na morte do ator
Kenneth Iwamasa, ex-assistente pessoal do ator Matthew Perry, foi condenado a três anos e cinco meses de prisão por sua participação em um esquema ilegal de cetamina que contribuiu para a morte do astro. A sentença foi proferida nesta quarta-feira (27) em um tribunal federal de Los Angeles, pela juíza Sherilyn Peace Garnett. Além da pena de reclusão, Iwamasa foi sentenciado a dois anos de liberdade condicional e a pagar uma multa de US$ 10 mil.
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A condenação de Iwamasa encerra o processo contra os cinco indivíduos investigados após a morte de Perry, ocorrida em outubro de 2023, aos 54 anos. De acordo com as autoridades, Iwamasa esteve ao lado de Perry em seus últimos dias, atuando como cúmplice, entregador de drogas e até mesmo como um “médico informal”. Ele foi a última pessoa a ver o ator vivo e quem, posteriormente, encontrou seu corpo na jacuzzi da residência. As informações são baseadas em documentos judiciais divulgados.
Segundo o acordo de culpa firmado, Perry estava em tratamento supervisionado com cetamina para depressão, mas passou a buscar doses ilegais fora do ambiente clínico. Iwamasa admitiu ter administrado a substância ao ator sem qualquer treinamento médico, chegando a aplicar a droga entre seis e oito vezes por dia nos últimos dias de vida de Perry.
Outros envolvidos no esquema
O ex-assistente adquiriu a cetamina ilegalmente do médico Salvador Plasencia, que o instruiu sobre como realizar as injeções. Plasencia já foi condenado a dois anos e meio de prisão em julho. Iwamasa também obteve a droga com Erik Fleming, um conhecido de Perry que atuava como intermediário no fornecimento da substância, e que recebeu pena de dois anos de prisão. Jasveen Sangha, apelidada de “Rainha da Cetamina”, foi condenada a 15 anos de prisão por seu envolvimento no esquema.
Defesa e família de Perry se pronunciam
A defesa de Iwamasa argumentou que o ex-assistente era emocionalmente vulnerável e incapaz de contrariar Perry, afirmando que ele “não conseguia simplesmente dizer não”. No entanto, a família do ator responsabilizou diretamente Kenneth pela tragédia. Suzanne Morrison, mãe de Perry, expressou em carta ao tribunal: “Matthew confiava em Kenny. Nós confiávamos em Kenny. O trabalho mais importante de Kenny — de longe — era ser o companheiro e guardião do meu filho em sua luta contra o vício. Confiamos em um homem sem consciência, e meu filho pagou o preço”.
Investigação e confissão
As investigações revelaram que, inicialmente, Iwamasa mentiu à polícia, omitindo o uso de cetamina entre os medicamentos consumidos pelo ator. Ele só começou a confessar o esquema após um mandado de busca ser executado em sua residência em janeiro de 2024. Iwamasa se tornou uma das principais testemunhas da acusação após fechar acordo com os promotores.
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