Showrunner de The Boys detalha o final da série, mortes e reviravoltas
O último episódio de The Boys chegou ao Prime Video, encerrando cinco temporadas de ação e reviravoltas. Em entrevista ao Deadline, o criador e showrunner Eric Kripke compartilhou os bastidores das decisões tomadas para o desfecho da trama, revelando detalhes sobre a épica batalha final e os destinos dos personagens principais e antagonistas. A série culminou com a tão esperada queda do Capitão Pátria.
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Kripke explicou que a perda de poderes do Capitão Pátria pela explosão radioativa de Kimiko foi crucial para mostrar a fragilidade do vilão sem suas habilidades. “Era muito importante para nós que o Capitão Pátria pelo menos experimentasse um pouco de inércia”, disse o showrunner. Ele ressaltou que, sem seus poderes, o personagem se revelou “covarde, chorão e patético”, confirmando a tese de que ele “não é nada” sem suas habilidades.
A batalha secreta entre Hughie e Billy Bruto, embora surpreendente para alguns fãs, já estava nos planos da equipe desde o início da série. “Essa era praticamente a única coisa que sabíamos que faríamos desde o começo”, afirmou Kripke. Ele descreveu o confronto como o “coração emocional da série”, sendo extremamente gratificante concluir a história do relacionamento dos dois após sete anos de desenvolvimento.
O fim de Capitão Pátria e a catarse de Kimiko
A morte do Capitão Pátria foi o ápice do episódio final. Antes de seu fim, o personagem perdeu seus poderes após uma explosão caseira de Kimiko. Essa cena serviu como uma catarse para Kimiko, após a morte de Francês. Kripke enfatizou a importância de mostrar o vilão sem seus poderes para expor sua verdadeira natureza covarde e patética, confirmando a ideia de que sua força residia apenas em suas habilidades sobre-humanas.
A batalha decisiva entre Hughie e Bruto
A luta entre Hughie e Billy Bruto foi o ponto alto para o criador. Planejada desde o início, a batalha representou a conclusão emocional da relação complexa entre os dois personagens. Kripke a descreveu como uma das suas cenas favoritas, gratificante por unir tramas construídas ao longo de sete anos. “É realmente o coração emocional da série, o relacionamento entre os dois”, completou.
Destinos dos personagens e o futuro da franquia
Enquanto Hughie e Annie January tiveram um final feliz, contrariando algumas expectativas, o Profundo pagou o preço por suas ações. O ator Chace Crawford, intérprete do personagem, ficou surpreso por ter “sobrevivido por tanto tempo”. Kripke revelou que o Profundo estava destinado a morrer antes, mas que Crawford ficou animado por ter chegado até o episódio final.
Sobre especulações de sátiras, como a referência a Elon Musk com um personagem bilionário e astronauta, Kripke ironizou, afirmando ser apenas um “pequeno detalhe” e uma “última pequena sátira antes do fim”. Quanto ao futuro da franquia, o showrunner manteve o mistério, mas indicou a possibilidade de trazer de volta personagens e histórias de Gen V, além de menções a outros Supers originais.
Kripke também comentou as críticas sobre a série “enrolar a trama” nos episódios anteriores ao final. Ele defendeu que o aprofundamento dos personagens era necessário antes do grande desfecho, questionando se o público esperava “uma grande cena de batalha em cada episódio”.
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