Irmã de Deolane Bezerra é pivô de investigação bancária e encerramento de contas
A Polícia Civil de São Paulo detalhou o caso envolvendo Deolane Bezerra, que foi presa recentemente. Segundo informações divulgadas, o banco Itaú encerrou a relação com a família da advogada e influenciadora após identificar indícios de lavagem de dinheiro. A suspeita surgiu de uma tentativa de saque de R$ 1 milhão em espécie, realizada em novembro de 2023 pela irmã de Deolane, Dayanne Bezerra. Conforme apurado pela Folha de S.Paulo, a instituição financeira considerou a transação atípica e decidiu pelo encerramento das contas.
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Dayanne Bezerra, que também é advogada e influenciadora digital, se manifestou sobre as investigações em suas redes sociais. Ela afirmou que seu foco principal no momento é dar apoio à mãe e aos sobrinhos, buscando minimizar o impacto do que chamou de “pesadelo”. Dayanne garantiu a inocência de sua irmã, declarando que já teve acesso ao inquérito e que Deolane “entrou e vai sair de cabeça erguida”. A defesa da influenciadora busca reverter a situação.
De acordo com a Polícia Civil, a justificativa apresentada ao banco para o saque em espécie seria a compra de um imóvel. No entanto, o Itaú identificou inconsistências que levantaram suspeitas de lavagem de dinheiro. A instituição chegou a oferecer uma transferência eletrônica como alternativa, mas a família recusou a proposta. Em consequência, o banco concedeu um prazo até 14 de janeiro para o encerramento das contas, conforme consta no relatório da investigação.
Ação judicial contra o banco
Após o encerramento das contas, Dayanne Bezerra recorreu à Justiça contra o banco Itaú. Ela alega que a decisão de encerrar os serviços foi irregular e entrou com um pedido de indenização por danos morais, além da reativação das contas. Dayanne também relatou ter sido acusada injustamente de envolvimento em crimes financeiros pela equipe de segurança do banco. Em primeira instância, a Justiça decidiu a favor da instituição financeira.
Acusações contra Deolane Bezerra
Em coletiva de imprensa, as autoridades apontaram que Deolane Bezerra seria responsável por abrir cerca de 35 “empresas de fachada” com o objetivo de lavar dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). Em documentos, ela é descrita como uma “caixa” da facção criminosa. A investigação aponta que ela teria recebido mais de R$ 1 milhão em repasses de uma transportadora suspeita de ser central no esquema.
Operação policial e prisões
A investigação resultou no cumprimento de outros cinco mandados de prisão preventiva, incluindo um contra Marcola, líder do PCC que já está preso. Ordens de busca e apreensão também foram emitidas. Deolane Bezerra deve ser encaminhada para a Penitenciária de Presidente Prudente. A suspeita é que ela também tenha intermediado transações financeiras para a família de Marcola, utilizando suas contas para movimentar dinheiro de uma transportadora ligada à lavagem de valores para parentes do chefe do PCC.
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