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13/06/2026 10:01
Delegada relata: Mulher que se passava por criança abandonou voz infantil e disse ‘de mulher para mulher’
A matéria destaca delegada descreve momento em que mulher de 37 anos abandonou voz de criança em depoimento Uma mulher de 37 anos, que se passava por uma menina de 12 anos para enganar famílias, teria mudado sua voz infantil durante um depoimento.
Esta é uma ferramenta em desenvolvimento. A inteligência artificial pode cometer erros; toda a produção é baseada no conteúdo da matéria original.
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Delegada descreve momento em que mulher de 37 anos abandonou voz de criança em depoimento

Uma mulher de 37 anos, que se passava por uma menina de 12 anos para enganar famílias, teria mudado sua voz infantil durante um depoimento. A delegada Luana Tamiozzo Medeiros contou que, em uma abordagem anterior em 2021, após tentar ludibriar os policiais, a suspeita Amanda Maria Souza de Oliveira foi convencida a falar com sua voz verdadeira. A mulher se apresentava como uma criança em vulnerabilidade, sendo acolhida por famílias e profissionais da rede de proteção à infância.

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Segundo a delegada, o momento mais marcante ocorreu após o cumprimento do mandado de prisão. “Coloquei ela na sala e ela começou a fazer voz de neném para mim”, relatou Luana à RBS TV. A situação mudou quando a agente a abordou: “Ela engrossou a voz e olhou no meu rosto e disse: ‘Então tá, delegada, agora é de mulher para mulher'”, relembrou a policial. Durante a operação, foram apreendidos pertences da investigada, incluindo uma mala cheia de bicos e mamadeiras.

As suspeitas sobre a identidade da mulher surgiram após relatos de comportamentos incomuns por parte das famílias que a acolhiam. “Eles vieram falar comigo porque a então menina estava tendo comportamentos estranhos, nervosos. Saíam agulhas, pregos de dentro dela. Quando eles vieram me trazer, eu pensei: ‘Isso não é uma menina, é uma mulher’. Desconfiei de cara e vi que não era, era uma mulher”, contou a delegada. A investigação se aprofundou com uma busca na internet, que revelou casos semelhantes em outros estados, e a confirmação da identidade ocorreu após contato com um delegado da Bahia.

Comportamento agressivo levou à prisão

O pedido de prisão preventiva foi motivado por relatos de que Amanda teria apresentado comportamento agressivo em uma das casas que a acolheram. “Ela começou a ficar agressiva com a outra criança por ciúmes. Tínhamos que cuidar com a queda dela porque ela tinha muito ferro no corpo. A prisão dela foi a coisa mais louca do mundo”, descreveu a delegada. Ao ser questionada sobre o motivo de assumir identidades falsas, Amanda confessou que desejava ter uma família, mas negou ter a intenção de fazer mal.

Histórico de golpes e fugas

Amanda foi indiciada pela Polícia Civil e chegou a ficar presa por seis meses por estelionato, mas teve a prisão relaxada. O processo no Rio Grande do Sul foi suspenso após ela não ser localizada. Na semana passada, a mulher foi presa novamente em Santa Catarina, retomando um histórico de golpes e evasão.

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