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16/06/2026 09:34
Deputadas acionam PF e MPF contra comentários de estupro e necrofilia após morte em rope jump
A matéria destaca comentários misóginos e criminosos sobre morte de jovem em rope jump geram investigação As deputadas federais Erika Hilton (PSOL-SP) e Tabata Amaral (PSB-SP) solicitaram à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal (MPF) a investigação de comentários de...
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Comentários misóginos e criminosos sobre morte de jovem em rope jump geram investigação

As deputadas federais Erika Hilton (PSOL-SP) e Tabata Amaral (PSB-SP) solicitaram à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal (MPF) a investigação de comentários de cunho misógino, de estupro e necrofilia publicados na internet após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. A jovem faleceu tragicamente ao ser lançada sem as cordas de segurança durante uma prática de rope jump em Limeira, interior de São Paulo, no último sábado (13). A morte foi constatada ainda no local, e o momento do acidente circulou em gravações nas redes sociais.

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Diante da repercussão chocante e criminosa dos posts, as parlamentares expuseram prints e denunciaram a misoginia e outros crimes cibernéticos. Erika Hilton destacou a gravidade de comentários como “hoje tem festa no IML” e classificou a situação como “tenebrosa”. Ela ressaltou que a responsabilidade de investigar esses crimes cometidos pela internet recai sobre a PF e criticou a falta de moderação e responsabilidade das grandes plataformas digitais.

Tabata Amaral, por sua vez, informou ter entrado com uma ação no MPF para apurar os crimes de ódio cibernéticos. “Nem mesmo no leito de morte, nós, mulheres, temos paz”, lamentou a deputada, que classificou os comentários como “nojentos” e uma prova da proliferação de discursos de violência contra mulheres com a anuência das redes sociais. Ela defendeu a criminalização do ódio às mulheres e a punição dos responsáveis.

Manifestações de ódio e crueldade nas redes

Os comentários que circularam na internet após a notícia da morte de Maria Eduarda chocaram pela crueldade. Perfis reproduziram falas como “Se juntar as peças, dá pra se divertir ainda”, “Vou fazer concurso pro IML” e “Estou indo no IML para juntar os pedaços e fazer a festa”. Outros comentários minimizavam a tragédia ou culpavam a vítima, como “Agora ela aprende a tirar fotos com roupas normais, sem querer chamar a atenção”.

Ação conjunta para combater crimes cibernéticos

A deputada Erika Hilton utilizou suas redes sociais para expor a situação e solicitar formalmente a investigação. “Estou denunciando à Polícia Federal diversos perfis que incitaram o estup*o, a necrofilia e o vilipêndio do cadáver da jovem Maria Eduarda”, escreveu Hilton, anexando um print de um dos seus posts. Ela enfatizou que a empresa de rope jump falhou ao não verificar a fixação da corda, levando à morte da jovem.

Defesa das mulheres e combate à impunidade

Tabata Amaral também manifestou sua indignação e reforçou a necessidade de ações concretas. “Em vez de verem uma mulher que perdeu a vida tragicamente, criminosos reduziram a imagem de Maria Eduarda a um objeto de deboche e crueldade”, declarou. A deputada relembrou a importância do PL da Misoginia, que visa criminalizar o ódio às mulheres, como forma de combater a impunidade desses “covardes”.

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