Instrutor preso por morte em rope jump alega ‘fatalidade’ e nega falhas
Novos trechos do depoimento de Luis Felipe Feliciano Egoroff, 32 anos, preso pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21, foram divulgados. A jovem faleceu na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), após realizar um salto de rope jump sem a corda de segurança. O instrutor reiterou que o caso foi uma “fatalidade” e que ele e os colegas não conseguem explicar o ocorrido.
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Egoroff declarou em depoimento à delegada Andrea Dantas Levy que a equipe pratica a atividade há algum tempo e que o incidente foi algo inesperado. “A gente não consegue entender o que aconteceu”, afirmou o profissional. Ele também relatou ter descido de rapel após o acidente e encontrado Maria Eduarda recebendo os primeiros atendimentos de uma enfermeira, permanecendo no local até a chegada do resgate.
Conforme informação divulgada pelo Metrópoles, o instrutor explicou que trocou de uniforme após o acidente porque sua camiseta de trabalho estava molhada e suja. Ele também foi questionado sobre a fiscalização dos equipamentos, afirmando que as inspeções foram realizadas nos saltos anteriores, mas que ainda não há explicação para o que ocorreu com Maria Eduarda.
Verificação de equipamentos e falta de funções definidas
Em outro depoimento, divulgado pelo “Fantástico”, Egoroff já havia mencionado que a equipe não trabalhava com funções previamente definidas durante os saltos. A verificação dos equipamentos, segundo ele, era realizada em conjunto, com diferentes membros da equipe conferindo o material. “Às vezes um faz, o outro vem, vê se tá certo”, explicou.
Outros instrutores também classificam como fatalidade
Vitor de Freitas Gonçaves, 27 anos, outro instrutor detido, também classificou o incidente como uma “fatalidade”. Ele ressaltou que ninguém tem a intenção de cometer um ato como esse e que os envolvidos são apaixonados por esportes radicais.
Justiça converte prisão em flagrante para preventiva
O juiz Paulo Henrique Stahlberg Natal, em audiência de custódia, determinou a conversão da prisão em flagrante para preventiva dos três instrutores. Ele considerou que os detidos atuavam de forma integrada em uma atividade de alto risco, sem o cumprimento de protocolos básicos de segurança. O evento realizado no último sábado reuniu entre 80 e 90 participantes, e Maria Eduarda foi a 17ª pessoa a saltar.
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