Governo Federal Considera Demolir ‘Ponte do Esqueleto’ Após Tragédia
O governo federal anunciou que está avaliando a demolição da Ponte do Esqueleto, localizada na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo. A decisão surge após a trágica morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que foi lançada de uma altura de 40 metros durante uma prática de ‘rope jump’ sem o devido equipamento de segurança. A estrutura, desativada para tráfego de veículos há três décadas, tornou-se um ponto de encontro para esportes radicais, apesar dos riscos.
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A Secretaria de Patrimônio da União (SPU), responsável pela ponte, reuniu-se com as prefeituras de Limeira e Cordeirópolis para discutir o futuro da estrutura. A possibilidade de remoção foi levantada e conta com o apoio dos gestores municipais. A SPU e a Advocacia-Geral da União (AGU) estiveram na região e confirmaram o diálogo com os prefeitos, que também concordam com a implosão da ponte como medida definitiva. Conforme informação divulgada pelo governo federal.
As prefeituras de Cordeirópolis e Limeira afirmaram que o acesso à ponte já era bloqueado, mas reforçarão as medidas. Cordeirópolis garante que o acesso pelo seu lado sempre esteve impedido, enquanto Limeira reabrirá uma vala para dificultar a entrada. Enquanto a decisão final sobre a demolição é discutida, o governo federal instalará placas de aviso e barreiras físicas para coibir o acesso, ressaltando que a entrada na propriedade da SPU é proibida e que nunca houve autorização para atividades como o ‘rope jump’ no local.
Investigação e Segurança na Ponte do Esqueleto
O Ministério Público Federal (MPF) informou que a esfera de julgamento do caso ainda será definida, podendo envolver órgãos estaduais de São Paulo. A delegada responsável, Andrea Levy, declarou que buscará providências urgentes junto aos Ministérios Públicos Estadual e Federal para a interdição ou demolição da ponte, que já foi palco de outras tragédias ao longo dos anos.
Detalhes da Tragédia e Histórico do Local
Maria Eduarda morreu no último sábado (13) ao participar de um salto conhecido como ‘aviãozinho’, onde o praticante é lançado horizontalmente. Segundo as investigações, ela foi impulsionada sem que as cordas de segurança estivessem presas. A Ponte do Esqueleto, apesar de desativada, atraía visitantes pela vista e pela prática de esportes radicais, modalidade que carece de regulamentação no país. Em 2024, um ciclista também morreu no local, levando a SPU a solicitar o bloqueio do acesso, que foi reaberto meses depois.
Responsáveis Presos e Investigações em Andamento
Dos seis responsáveis pelo salto de Maria Eduarda, três homens que a auxiliaram a subir na plataforma foram presos preventivamente e são investigados por homicídio com dolo eventual. As investigações sobre a morte e as circunstâncias que levaram à tragédia continuam em andamento.
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